CANETANDO

Ao demitir a cúpula da Secretaria Estadual do Índio, fato ocorrido nesta segunda-feira, o governador em exercício Paulo Cesar Quartiero demonstrou que não veio a fim de passar em brancas nuvens. Agora, para não dizerem que ele gastou toda a tinta da caneta com a SEI, poderia muito bem voltar à carga para um dos assuntos mais deprimentes que ocorre em Roraima atualmente: a indústria das invasões de terras.

A ÁGUA O FARÁ

O desocupado que se intitula presidente da Federação das Associações de Moradores de Roraima (Famer), Faradilson Mesquita, segue em sua sanha. Apesar de decisão judicial para desocupar a área garfada no município de Cantá, do outro lado do rio Branco, ele ainda insiste na criação do tal bairro Antonio Torres. Se a polícia não enxotar o pessoal, a água o fará, Faradilson.

A RAPOSA E O GALINHEIRO

Toma corpo na Assembleia Legislativa uma possível tramoia com relação à invasão de terras no Cantá. Ontem, o deputado Soldado Sampaio (PC do B) foi indicado pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Evangelista Siqueira (PT), para relatar o caso na comissão. Interessante é que Soldado Sampaio é o principal incentivador da invasão feita pela Famer. Ou seja, une-se a fome à vontade de comer.

DIA DO ÍNDIO

O dia em que se comemora no Brasil a data maior do índio, hoje, 19 de abril, quase coincidiu com o da caneta de Quartiero na SEI. A justificativa para a degola da cúpula da secretaria foi o fato de o titular, Dilson Ingarikó, mostrar-se favorável a novas demarcações de reservas indígenas em terras roraimenses, segundo o governador em exercício. Ontem foi a vez de Edinho Batista, presidente do CIR, contestar: “Essa decisão foi tomada sem antes ser feita uma consulta às lideranças indígenas”.

FALTA SEGURANÇA

O assunto demarcação de terras Indígenas em Roraima não diz respeito apenas a Paulo Cesar Quartiero ou ao governo de Roraima, mas sim a toda a classe política local, a começar pela Assembleia Legislativa do Estado. Ao que se sabe, havia um acerto com o governo federal desde a homologação de Raposa Terra do Sol de que em Roraima não seriam criadas novas reservas.

MARTELO BATIDO

A nova reserva indígena deve ser demarcada no interior da fazenda denominada Anzol. A fazenda tem uma extensão total de 3 mil hectares, mas só 3 hectares, ou seja 0,1%, é ocupada por indígenas. Eles reivindicam 40% da área total da fazenda. A Justiça Federal bateu o martelo. A decisão foi da juíza federal Luzia Farias da Silva Mendonça, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

FÉRIAS, AH, AS FÉRIAS

A mensagem da governadora Suely Campos à Assembleia Legislativa foi clara: tirou uns dias de férias. Nada mais justo. Todo trabalhador tem direito de tirar férias. Para recarregar baterias e coisa e tal. O que não bate, salvo melhor juízo (SMJ), é o fato de a governadora ir tomar ares em outras paragens com tudo pago, à custa do contribuinte roraimense. Viagem de férias do trabalhador é paga com recursos próprios e não retirado das cumbucas da “empresa”.

DESPERDÍCIO

O deputado George Melo (PSDC) questionou, ontem, na tribuna, o fato de o governo do estado manter dois servidores alheios à Companhia Energética de Roraima como interventor da estatal de economia mista. Segundo o parlamentar, o governo de Roraima gasta R$ 150 mil mensais com os dois servidores, quando poderia ter nomeado para a função dois funcionários de carreira da CERR.