Coluna Roraima Alerta

09 de agosto de 2018


TUDO PELO SOCIAL? I

É preciso que os órgãos de fiscalização fiquem atentos ao que passa sob suas barbas e é denunciado por parte da imprensa e pela população, quase diariamente, nesses tempos de fervura pré-eleições. Um morador do bairro Pintolândia divulgou em redes sociais que uma equipe da Secretaria Estadual do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes) esteve em sua residência para informar sobre um recadastramento de beneficiários do Crédito Social, um programa do governo estadual que entrega R$ 120 mensais (será?!) a famílias de baixa renda. Mesmo alertando os servidores da secretaria que sua mulher havia sido cortada do programa há mais de três anos, eles insistiram em entrar na sua casa, se sentaram na sala, pediram uns documentos e chegaram à conclusão de que o corte de sua esposa do Crédito Social foi um erro, pois ela tinha todos os requisitos para recebê-lo e isso poderia ser resolvido "rapidinho". Até aí, tudo bem, se não fosse o que viria depois.

TUDO PELO SOCIAL? II

O morador afirma que, após a promessa de reinserção de sua mulher na Setrabes como beneficiária do Crédito Social, os servidores da Pasta começaram a falar sobre a governadora do Estado e suas dificuldades enfrentadas durante o mandato, mas, que agora, ela estava conseguindo trabalhar, porém precisa de mais quatro anos para terminar de fazer tudo. Ainda, de acordo com o denunciante, eles afirmaram que era importante a parceria de certa parlamentar que apoia a governadora e que esta precisaria reforçar o time de deputados que lhe dão suporte, citando um ex-secretário estadual de Saúde que concorre nas eleições deste ano. E, para resolver a pendência com o Crédito Social, bastava o casal procurar uma servidora na Setrabes para que pudesse voltar a receber o benefício ainda este mês. É preciso que denúncias desse tipo, que não são novidade, sejam apuradas com o máximo de rigor. Se comprovadas, trata-se de uma explícita compra de votos, um dos crimes eleitorais mais comuns de que se tem notícia.

TUDO PELO SOCIAL? III

Em meados de julho, a responsável pela Setrabes foi gravada em uma reunião na quadra de esportes de um condomínio do Residencial Vila Jardim, no Cidade Satélite, Zona Oeste de Boa Vista, prometendo um aumento de 50% no Crédito Social (ou Crédito do Povo), que passaria de R$ 120 para R$ 180, mas sob a condicionalidade de que a governadora se reeleja para que esse reajuste possa ser aplicado em 2019. Em um trecho do vídeo, a secretária esclarece: "Ela [Suely Campos] continuando no governo em 2019, vai efetivar esse valor de R$ 180 para todos os beneficiários do Crédito do Povo". Quase um mês se passou após a gravação ser divulgada, mas ninguém viu nenhuma vírgula dita pelos órgãos de fiscalização sobre tal atitude. E, ao que parece, ela continua e com ramificações.

CALOTES CORRIQUEIROS  

E enquanto o governo do Estado parece atuar em várias outras frentes nada republicanas, secretários municipais de Saúde se reuniram ontem em Boa Vista. Eles pretendem se organizar para cobrar do governo o repasse de subsídios para os serviços da média e alta complexidade e esperam ser atendidos em suas reivindicações ao cobrar o que lhes é de direito. É uma situação similar aos atrasos de repasse de percentual do ICMS devido aos municípios, mas que o Estado insiste abocanhar em sua totalidade, inviabilizando o pagamento de salários e de fornecedores, e desestabilizando as contas das gestões municipais que tentam manter o funcionamento da máquina pública aos trancos e barrancos em decorrência de calotes corriqueiros.

ABANDONADOS

Moradores de Alto Alegre reclamam que estão desassistidos pelo governo do Estado. Eles penam com estradas ruins. A Vicinal 6, que é uma vicinal-tronco, está em péssimas condições. A população sofre as consequências da falta de trafegabilidade e pedem socorro às autoridades para que possam viver com um mínimo de dignidade. De acordo com alguns dos moradores, o governo chegou a levar para a região a "Patrulha Mecanizada", com máquinas usadas em rodízio pelos municípios para minimizar os problemas da localidade, mas elas não estão sendo usadas por falta de combustível. Fica o regsitro!

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