Coluna Roraima Alerta

24 de outubro de 2018


- Fábio Calilo/ Roraima em Tempo

NÃO JUSTIFICA

Algumas secretarias de Estado tiveram a energia cortada ontem devido à inadimplência junto à Eletrobras. O governo destaca que os débitos são de 2013 e 2014, ou seja, anteriores à atual gestão. Das sete faturas em atraso da Secretaria de Planejamento, apenas uma é deste ano. O acumulado chega a R$ 55 mil. Mas, ainda que as dívidas sejam da administração passada, nada justifica a atual empurrar com a barriga sabendo que a consequência seria a suspensão do fornecimento.

PARALISAÇÃO

Empurrar os problemas com a barriga se tornou especialidade deste governo. Tem sido assim com o salário dos servidores estaduais que se mobilizam diariamente em protestos contra os atrasos, mas sem resposta alguma do Executivo. Ontem, trabalhadores ligados ao Sintraima cruzaram os braços em frente à Assembleia Legislativa. A adesão foi pequena, de acordo com a organização, que destacou ainda que muitos não conseguiram ir por falta de dinheiro para abastecer seus veículos.

PACOTE DE MALDADES

Ainda conforme o sindicato, outro motivo da paralisação é o descontentamento dos servidores com o chamado "decreto da maldade", que consiste na suspensão de uma série de benefícios, como adicionais noturno e de insalubridade, além de diárias, por seis meses, exatamente para que o Estado tenha condições de pagar os salários atrasados e outros débitos.  O governo nega tal informação, embora tenha circulado nas redes sociais uma minuta do tal decreto. Vindo dessa gestão, não seria surpresa se fosse verdade.

NO BURACO

Um dos argumentos do governo para tentar resolver a situação com a Eletrobras e restabelecer o fornecimento de energia das secretarias é de que, embora o Estado deva à empresa, esta também deve àquele em impostos. É o modus operandi do governo de Suely que, sem conseguir emitir uma nota digna de respeito, busca meios de justificar calotes, mas não dá respostas concretas sobre o que está sendo feito para tirar os trabalhadores e Roraima do buraco aberto por sua administração.

'DESGUARNECIDOS'

A sessão de ontem na Assembleia Legislativa mal começou e foi encerrada pelo seu presidente, o Coronel Chagas (PRTB), após servidores estaduais que lotavam o plenário começarem a cobrar os salários atrasados. Conforme noticiado, eles queriam apenas que parlamentares intercedessem junto aos outros Poderes para ter a situação resolvida. Após a atitude de Chagas, os trabalhadores começaram a vaiá-lo e chamá-lo de covarde. Um deles questionou se "deixar os 'soldados' desguarnecidos foi o que o coronel aprendeu", se referindo ao encerramento da sessão sem que as reivindicações tenham sido "ouvidas". Nada mais compreensível vindo de um dos apoiadores, até então, de Suely Campos e que tem a mulher ocupando uma secretaria no governo.

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