Coluna Roraima Alerta

A verdadeira história de Mozarildo Cavalcanti

080519 RR Alerta


Pendurados

A Assembleia Legislativa de Roraima tem uma turma de parlamentares pendurados, ou seja, investigados e até respondendo a processos na justiça. Isso torna o cenário da Casa um tanto estável, porque dependendo do desenrolar de investigações e decisões judiciais, a composição pode mudar a qualquer momento. E como há muita gente fora que quer ter a oportunidade de entrar para a Casa e contar com o status e regalias da função de legislador estadual, qualquer sinal que indique uma possibilidade de mudança gera um certo alvoroço.

 

Alvoroço

Dessa vez, o motivo do alvoroço é um processo que tramita na justiça contra a deputadas estadual Aurelina Medeiros (PODE). Aurelina é investigada por uma conduta vedada, ela teria usado uma funcionária pública para trabalhar em sua campanha eleitoral em 2018. Nesta quarta-feira (8), o processo teve movimentação e bastou isso pra muita gente cogitar que em breve, deverá sair a decisão do juiz que analisa o caso. E o desfecho não deve demorar. Nesta caso especificamente, todas as testemunhas tanto as defesas quanto as de acusação foram ouvidas. Agora, é esperar o desfecho e acompanhar que repercussões ele pode gerar na Assembleia Legislativa.

 

Continua

Quem também está fazendo o possível para provar sua inocência em caso de acusação de compras de votos é o próprio governador Antonio Denarium (PSL). São quatro ações e um dos processos envolve a convocação de mais de 70 testemunhas que estão passando pelas oitivas na justiça estadual. Todas as ações foram movidas pelo PSDB, partido que tinha o ex-governador e adversário em campanha política, Anchieta Junior. Hoje, presidido localmente por Sheridan, que chegou a visitar o governador segundo ela, pra tratar de assuntos do interesse do Estado. A atitude de Denarium inclusive de receber a parlamentar foi considerada bem cavalheiresca, considerando que nitidamente, o partido dela está fazendo o possível para que ele não conclua seu mandato no poder. Muita gente em Roraima aposta inclusive, na realização de novas eleições em breve.

 

Movimentação

Independente de apostarem fichas numa possível eleição para governo, é nítida que a corrida eleitoral para as prefeituras começou. Está no plural porque esse é um cenário que está evidente tanto na capital quanto nos municípios do interior. Começam a aparecer as lideranças oportunistas ou aqueles que fazem críticas ácidas aos atuais gestores. Até gente que estava praticamente morta e enterrada está reaparecendo. É o caso por exemplo de Mozarildo Cavalcanti (PSL) que por duas vezes ocupou o cargo de deputado federal e também por dias vezes foi senador por Roraima. A único mérito de trabalho parlamentar que sustenta é ter contribuído com a implantação da Universidade Federal de Roraima. Foram mais de 15 anos de atuação na esfera federal para este único feito.

 

 

Candidato?

Só que na semana passada o roraimense foi surpreendido com o reaparecimento de Mozarildo. Ele foi em Mucajaí, inaugurar uma praça que segundo ele, foi construída com recursos liberados no seu mandato, há mais de 8 anos. Quem presenciou a cena disse que o ex-senador parecia um menino se lambuzando com um pirulito, estava tão empolgado deixando claro a todos que quer ressuscitar na política de Roraima, pois em seu discurso enalteceu a grande obra, parecendo que foi um dos maiores feitos de seus mandatos. Lembrando que em 2018, ele tentou se lançar candidato ao Senado Federal, mas nem o grupo que decidiu apoiar considerou que Mozarildo teria chances de se eleger. Assim, sua proposta de volta ao cenário eleitoral miou mais uma vez.

 

História Real

Mas a história real sobre Mozarildo é outra bem diferente. Seus mandatos foram marcados por uma atuação pífia, onde seu maior destaque nos bastidores da política local, foi a traição ao seu principal cabo eleitoral, o então Governador Ottomar Pinto. Quando quando foi solicitado a apoiar uma votação importante a favor do governo no Congresso Nacional, a pedido de Ottomar, para que Roraima pudesse ter a transferência das terras que estavam ainda sob a tutela da união, Mozarildo disse que não votaria a favor do projeto. Isso inviabilizou a continuidade das negociações para que efetivamente Roraima tivesse resolvido o problema fundiário. Assim Roraima ficou todos esses anos, mais de uma década, pendente da tão sonhada regularização fundiária, o que comprometeu o desenvolvimento. Essa é história real sobre a grande contribuição de Mozarildo ao Estado.

 

 

Irresponsabilidade

Os grupos de whats foram invadidos com notinhas bem tendenciosas contra a instalação dos novos pardais em Boa Vista. Até alguns veículos locais insistem em reproduzir de maneira irresponsável que se trata de uma 'indústria da multa'. O que o cidadão que preza por sua própria vida, pela vida dos seus familiares e de seus amigos precisa estar atento é que toda essa polêmica é mais um movimento político criado em Roraima. Os que só pensam em si, usam informações de maneira distorcida para atingir aqueles que trabalham e que se preocupam realmente com a segurança e a vida da população. Entenda: não existe indústria de multa. O radares só penalizam aqueles que não respeitam os limites de velocidade. O bom condutor, aquele que está atento, que não coloca a sua vida e a vida dos outros em risco não terá esse problema.

 

Entenda

O excesso de velocidade é o ato mais comum de imprudência cometido pelos condutores em todo o mundo. O controle de velocidade nas vias tem sido uma ferramenta eficaz na prevenção de acidentes também em todo mundo. Por isso, várias cidades investiram nesse sistema. Manaus mesmo possui vários pardais e ninguém diz que isso é indústria de multa. Boa Vista era uma das poucas capitais que não tinha o serviço, incluído no Plano de Mobilidade Urbana. Nesta quarta-feira (8), a Prefeitura divulgou dados importantes sobre os resultados obtidos com os radares. As estatísticas de acidentes mostram que onde há o sistema de monitoramento, foram registradas apenas duas mortes no período de um ano. Onde não existe radar, foram 30 mortes causadas por acidentes de trânsito. Todas mortes evitáveis, se os condutores estivessem trafegando mais devagar. Portanto, leitor a Coluna reforça a apelo educativo: respeite os limites de velocidade e ajude a reduzir o número de mortes no trânsito.

                                                                                                        

Vida não é politicagem

Fazer politicagem, visando as próximas eleições e colocando a vida das pessoas em risco, é no mínimo um ato irresponsável. Só quem não respeita os limites de velocidade sofre a multa. E esse recurso que vem da imprudência de alguns condutores, por lei, é reaplicado em melhorias no próprio trânsito da cidade. São mais placas, mais pinturas de sinalização, manutenção dos sistemas eletrônicos e aquisição de equipamentos para o trabalho de educação para o trânsito que ajudam na formação de novos condutores, que deverão ser mais conscientes dos seus atos e responsabilidades. Talvez, seja essa a geração que definitivamente vai entender a importância dos radares de velocidade na preservação da vida e que não vai se deixar levar pelo discurso irresponsável de quem faz política sem se preocupar com a segurança de cada cidadão.

 


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