Coluna Roraima Alerta

Coluna Roraima Alerta 12.03.2019


DESAVENÇAS

Para quem pensou que a primeira semana pós-carnaval seria marcada pelo marasmo, errou. Um post no Facebook publicado na noite deste domingo (11), pelo vice-governador Frutuoso Lins (PTC), deu o que falar no começo desta semana.  O vice fez uma espécie de desabafo, dizendo que não concorda com algumas ações do governo e que está sem espaço. Reclamou que a proposta de ser um vice atuante foi apenas papo de política. A postagem foi o assunto mais comentado nos grupos e abriu espaço para a especulação sobre um racha na equipe de Governo.

ADIANTOU

A Coluna já havia adiantado que os ânimos não eram dos melhores. Frutuoso tem sido escalado pelo Governo para dar as declarações mais difíceis. Foi assim com o cancelamento dos concursos públicos feito em um final de semana, quando Antonio Denarium (PSL) não estava em Roraima. Detalhe: decisão que precisou ser revogada depois da pressão popular. Ou seja, Frutuoso só passou constrangimento ao anunciar um cancelamento que precisou ser revisto depois. Isso desgasta a imagem de qualquer político. Mas, nos bastidores do governo, quem anda próximo dos dois gestores afirma que o episódio não passou de uma cena do vice.

COMENTÁRIOS

O que chamou muita atenção nessa história toda foram os comentários nas redes sociais. Muita gente apoiou Frutuoso e uma certa quantidade de pessoas disse que havia votado em Denarium por reconhecer a postura séria e ética do vice-governador. Do outro lado, o governador não poupou artilharia ao responder que "não concorda com médicos que recebem plantão sem trabalhar". A afirmação evidencia uma desavença que vem ocorrendo dentro da Secretaria de Saúde. Há denuncias de médicos que nem estão em Roraima, mas recebem valores altíssimo via cooperativa de serviço, ninguém denuncia para manter o corporativismo e a boa  convivência. Se isso procede ou não cabe aos órgãos fiscalizadores acompanharem.

INÉRCIA

Falando em órgão de fiscalização, não faltam escândalos de desvio de recursos público feitos na gestão de Suely Campos. Pelo menos três casos seguem sob investigação da Polícia Federal e até o próprio governador fez denúncia afirmando que houve desvio de recursos da obra de construção do anexo do Hospital Geral de Roraima. Tudo isso, acontecendo debaixo das barbas das autoridades responsáveis pelos órgãos de controle, mas eles seguem na inércia. Apesar de alguns terem acompanhando a equipe de transição, nenhum divulgou resultado de auditorias nas contas públicas. Até hoje, Suely e outros que se beneficiaram de um dos maiores esquemas de apropriação do tesouro estadual seguem impunes.

FAKE NEWS

Nas eleições, o roraimense foi bombardeado por uma onde de Fake News. Todos os dias, um texto diferente com as informações mais desencontradas circulava nos grupos de notícias. Muitos disparados por contatos que só aparecem nos grupos para fazer isso. Eles não conversam, não comentam, não respondem. Só são usados para divulgar esse tipo de informação que serve, muitas vezes, para manchar a imagem de quem se deseja atingir. A última Fake News dá conta que parte do dinheiro da intervenção federal foi desviada. Ora, só quem não acompanhou o processo pode acreditar nisso. Esses recursos foram auditados e usados exclusivamente para pagar salários dos servidores. Alguns atribuíram a autoria do absurdo aos senadores Telmário Mota (PROS) e Mecias de Jesus (PRB), o que faz muito sentido. É só olhar a imagem de quem o texto pretende denegrir pra confirmar isso.

ENERGIA

A energia ainda não foi plenamente reestabelecida na Venezuela. Pelo menos 17 pessoas já morreram no país vizinho por conta desse problema que gerou diversas manifestações. E Roraima, que consome a energia de Guri, estaria do mesmo jeito se não fossem as termelétrica! O sistema alvo de críticas provou, nesta situação, importância e necessidade. O problema é que a maioria das pessoas só olha para o presente imediato. É preciso dar o braço a torcer. Quem estimulou a vinda das termelétricas teve uma visão de futuro, sabia que Roraima não podia esperar pela indefinição sobre a construção do Linhão de Tucuruí, que ainda não saiu do papel. Será quem criticou no passado agora vai saber reconhecer?

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