Coluna Roraima Alerta

Eleitores criticam Chico Rodrigues por emprego a sobrinho de Bolsonaro

260419 RR Alerta


Deu ruim

A nomeação do sobrinho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Leo Índio, como assessor parlamentar pegou muito mal para Chico Rodrigues (DEM). Em entrevistas aos veículos nacionais, o senador de Roraima disse que optou pelo rapaz, que nem nível superior tem, por seu feling. Uma pena que o feling do próprio Chico não esteja em sintonia com os dos seus eleitores. Nas redes sociais não faltaram comentários negativos ao senador e muito eleitor arrependido do voto de confiança depositado nele. E tem motivo. O regimento do Senado Federal permite que um cargo de alto valor, como esse assumido por Leo que receberá por mês R$ 23 mil, pode ser dividido de modo que o parlamentar contrate até quatro pessoas.

 

 

Revolta

Quem votou em Chico, questionou porque o parlamentar não deu emprego para roraimenses, que naturalmente, conhecem melhor as necessidades do Estado. O questionamento é válido considerando que Roraima possui uma das grande população universitária, com muitos jovens capacitados e ávidos por contribuir socialmente. Bastava meia hora de andança pelos campis seja da Universidade Federal, do Instituto Federal ou das instituição particulares para descobrir talentos com muito 'feling' e 'desenvoltura'. Os mesmos critérios poderiam ser aplicados a centenas de pessoas que pediram uma oportunidade de emprego a Chico durante sua campanha. Mas, todos os roraimenses, os que votaram e elegeram o senador, foram negligenciados.

 

Acordo

A justificativa pífia usada pelo parlamentar para explicar a predileção pelo sobrinho de Bolsonaro não colou. Chico sofreu uma enxurrada de perguntas, sendo que a principal foi 'por que não deu emprego para roraimenses?'. E foram alguns internautas que também deram as melhores respostas. Teve gente que chamou o senador Roraimense de "puxa-saco" e outros sinônimos. Alguns lembraram que Chico sempre manteve essa postura de, ao assumir o cargo, esquecer de quem o elegeu. E há quem diga que o parlamentar virou de vez as costas para Roraima e por isso, passa mais tempo em viagens internacionais que no próprio Estado.

 

 

Pouco

Independente das críticas, é válido ponderar que, dos três atuais senadores Chico é o que menos tem falado sobre os problemas de Roraima. Um absurdo considerando que um dos seus colegas é Telmário Mota (PROS), aquele que estava preocupado com a queda do Planeta Nibiru. Mesmo mantendo uma condição de proximidade com o presidente Jair Bolsonaro, a ponto de abdicar de atender roraimenses para acompanhar um dos seus sobrinhos, Chico não tem falando tanto das demandas do Estado. O esperado era que ele estive à frente das tratativas para a liberação da obra de Tucuruí, para a regularização das terras e até, para a destinação de recursos federais para o Estado. Mas, por enquanto, essa condição privilegiada de acesso ao presidente só serviu para fotos, viagens internacionais e para garantir o cargo de Léo Índio. Para Roraima, nada.

 

 

Em família

Mas não é apenas o senador Chico Rodrigues que decepcionou seus próprios eleitores pelas nomeações que fez. Aqui mesmo em Roraima, o outro senador Mecias de Jesus (PRB) aproveitou a proximidade com o governador Antonio Denrium (PSL) e cobrou caro pelo seu apoio nas eleições. O pagamento teve que vir na forma de cargos e comando de secretarias. Dizem que hoje, é Mecias que manda e desmanda nas nomeações para a Codesaima, CERR e principalmente, CAER. Todas as três pastas tem fonte de arrecadação própria e cargos com bons salários. Na CERR muita gente foi demitida e Mecias não falou nada. Na Codesaima, servidores que prestaram concurso público foram dispensados, Mecias não falou nada e nem vai falar porque, enquanto outros sofrem, a família do parlamentar está muito bem acomodada. Exemplo são os genros que ganharam de presente cargos comissionados na CAERR: André Noleto e Marcos Tyson Chamy de Oliveira foram agraciados com cargos de até R$ 20 mil. E o que mais se estranha nessa história é que Tyson é dentista e ainda dono de quatro postos de gasolina que funcionam no interior do Estado. Será que ele consegue cumprir o expediente?

 

Fronteira

Enquanto Chico fala pouco de Roraima, Telmário Mota (PROS) só se preocupa em manter uma boa relação com o ditador venezuelano Nicolás Maduro. Depois de decorrido mais de uma semana do encontro estapafúrdio entre os dois, nada aconteceu. Para Roraima, o fechamento ajudou a reduzir o número de imigrantes que deram entrada no Estado. Os dados oficiais do Exército comprovam uma redução de 60% do número de imigrantes que deram entrada via o Posto de Recepção e Triagem em Pacaraima. Antes, a média era de 800 pessoas por dia, caiu para cerca de 350. Reabrir a fronteira agora é um ato que precisa ser muito bem analisado porque representa a chance de quem está preso na Venezuela correr para o Brasil. E são milhares de pessoas que desejam fazer isso. Imagine se em dois dias, com fronteira reaberta, elas decidirem sair do país? Roraima vai virar um caos e a responsabilidade por isso, será exclusiva de Telmário.


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