Coluna Roraima Alerta

Roraima Alerta 02.02.19


- Reprodução

PROMESSAS

Os deputados e senadores que assumiram trouxeram pencas de promessas. Alguns merecem uma chance, como o parlamentar Haroldo, que vai investir na educação de Roraima, ou Joênia Wapichana, que entra para a história somente por ser a primeira indígena a chegar à Câmara Federal. Outros, no entanto, não convencem com suas falácias. A exemplo, Telmário Mota, Chico Rodrigues e Mecias de Jesus. Os três vêm de um histórico de promessas não cumpridas. Parte deles com mancha negra da corrupção. Prometem agora o que poderiam ter feito nos 30 anos de política que também têm. De promessas não vive um povo. Prova disso é a energia capenga que tem o Estado, que Telmário Mota havia dito ter encontrado a solução na época de Dilma Rousseff.

PROMESSAS 02

Não é agora que promessas são nutridas por quem assume o poder. Nem será nessa atual conjuntura que muitas ficarão pelo caminho. Essa união pregada no início do mandato dos políticos é clichê, bem como defender a energia, regularização fundiária e tudo mais. Ocorre que, grande parte disso, depois de tantos anos, já está encaminhada. Falta só um empurrãozinho da boa vontade para que verdadeiramente saiam do papel. Que essas velhas raposas atreladas às velhas histórias rendam trabalho significativo. No entanto, já entram cometendo os mesmos erros do passado não tão distante e fazem politicagem ao invés de política. Que se inicie uma nova era e as legislaturas tragam mais resultados positivos.

EXPERIENTE

Telmário, por exemplo, se mostrou o experiente do Congresso Nacional. Sentou-se com os novos senadores de Roraima para passar os 'bizus' de como as coisas funcionam por lá. Seria bom os políticos não seguirem os passos conturbados do parlamentar. Afinal, não mostra trabalho e é expert em confusão. A imagem compartilhada por ele não transmite uma boa receptividade de Mecias de Jesus. Com a cara fechada se sentou à mesa do gabinete do atual senador de Roraima, que tem mais quatro anos de atuação. Chico Rodrigues, convidado para uma temporada na Antártida, também não se mostrou apático à situação. As farinhas do mesmo saco estiveram todas reunidas ontem na posse dos parlamentares para prometer união. Até mesmo Telmário, que difamou Antonio Denarium, posou ao lado do chefe do Executivo.

EXPOENTE

Joênia Wapichana foi expoente na Câmara Federal. A entrada da primeira parlamentar indígena foi triunfante. Ao som de canções indígenas e rituais que mostram suas verdadeiras raízes, ela entrou ao lado de representantes da classe e da presidente do partido Rede, Marina Silva. Joênia tem uma árdua missão de defender os povos indígenas em meio a discursos de ódio contra os verdadeiros donos dessa terra chamada Brasil. Quando foi anunciada como parlamentar da Casa, de fato e direito, a parlamentar disparou: "os povos estão com medo". Sim, medo das reações assustadoras do novo governo federal, que busca acabar com conquistas. Ao mesmo tempo, ela levantou o braço como forma de dizer: "eu estou aqui para nos defender". Parabéns, Joênia Wapichana!

SUSPENSÃO

O secretario de Planejamento, Marcos Jorge, suspendeu a execução do projeto 'Minha Terra', que trata de regularização fundiária nos município do Estado. A publicação foi feita no Diário Oficial do Estado e determinou que a suspensão deva ser feita até abril de 2019, com previsão de término da execução do projeto social para dezembro deste ano. Não ficou claro o porquê desta decisão do secretário, já que a regularização fundiária é extremamente importante para o desenvolvimento do Estado e das propriedades rurais. Espera-se, assim, que essa atitude não corrobore com qualquer situação negativa futuramente. Aliás, o secretário já foi ministro. Deve saber o que está fazendo.

ENDIVIDADA

A ex-governadora Suely Campos tem algumas dívidas pendentes com o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). Um dos débitos de R$ 5 mil foi determinado durante o pleito do ano passado. No entanto, Suely pediu parcelamento da dívida à Corte em 36 vezes, ou seja, aproximadamente R$ 138 por mês. A desembargadora Tânia Vasconcelos entendeu que o parcelamento é garantido em lei, mas permitiu que a progressista quitasse o débito em no máximo quinze parcelas, o equivalente a R$ 333 reais por mês. É, não está fácil para ninguém. Se a crise chegou até Suely Campos, quem dirá o pobre trabalhador com as faturas atrasadas, já que teve de usar o cartão depois que ela não pagar os salários. Uma coisa é certa: ela vai ter de pagar a multa!

 

 

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