Coluna Roraima Alerta

Roraima Alerta 04.02.19


IMPOPULAR

Denarium cometeu mais uma decisão impopular. Cancelar os concursos foi criar um efeito cascata sobre ele que vai perdurar até o fim do mandato. Pareceram concisas, em meio a esse vendaval do funcionalismo público, as declarações de Frutuoso Lins, o encarregado de estourar a bomba, quando disse que eles não estavam 'preocupados com votos', mas sim em reequilibrar financeiramente Roraima. De certo que, a internet não perdoa. Poucos minutos depois de cancelar os concursos, as redes sociais foram tomadas de um discurso totalmente avesso à decisão de jogar um balde de água fria nos concurseiros: imagens de Denarium assegurando a continuidade dos concursos.

MAIS E MAIS

Protesto em frente ao Palácio Senador Hélio Campos, crucificação nas redes sociais, uma verdadeira artilharia dos companheiros de campanha e dos adversários políticos. Nicoletti, por exemplo, o fiel escudeiro do governador durante a campanha, disparou contra ele: surpreendido e discordante do cancelamento. Ora, senhores, percebe-se, assim, claro jogo político (ou pelo menos é o que parece agora) assegurar a continuidade de concursos para chegar ao objetivo traçado. Outras declarações diziam que empresário não gosta de funcionário público. Efetivos, não sabemos, mas o cabide de comissionados permanece. Os Ministérios do Trabalho e Estadual reforçou o que este jornal já havia tornado público: exagero no número de cargos em comissão.

DEFESA

Essa possível solução, tirar comissionados e efetivar os concursados, foi justificada por Frutuoso. Ele se limitou a dizer que já havia sido reduzido em 50% o número de comissionados. Vamos ver nas próximas edições do Diário Oficial do Estado. Não se pode manter os cargos fatiados aos companheiros de campanha e deixar milhares de pessoas a mercê de reestabelecimento da ordem orçamentária de Roraima, isto é, fazer concurso sob justificativa de quando houver dinheiro. O que não pode haver, nessa altura do campeonato, é um esconderijo atrás da moita para o governador se enclausurar. Defender-se das acusações e das guilhotinas sociais é dever e obrigação de quem entrou nos cursinhos e prometeu manter mais contracheques.

EXPECTATIVA

No dia 15 de fevereiro os parlamentares voltam à Assembleia Legislativa para trabalhar. Aliás, os novatos começaram os mandatos de 'férias'. Uma das pautas mais aguardadas é a discussão e aprovação do orçamento 2019, pendente há muito tempo por irresponsabilidade de alguns. O governo informou, depois de ter voltado atrás e permanecido com a proposta da LOA de Suely Campos, que aguardaria os trabalhos na Casa retornarem para discutir a Lei Orçamentária Anual. De certo que, a falta dessa peça fundamental levou ao adiamento das aulas, calamidade financeira, cancelamento de concursos e por aí vai. A bússola do Executivo está quebrada e parece não haver movimentação para consertá-la.

DESCASO

Nesse fim de semana a reclamação dos moradores dos bairros mais distantes do Centro de Boa Vista foi sobre falta d'água. Seis horas de interrupção dos serviços somente no sábado. Mais tantas horas de esperar pela água no domingo. A Companhia de Águas e Esgotos de Roraima deveria avisar aos moradores sobre essa falta de serviço. Torna-se um desrespeito com o consumidor que paga as contas e tem de se sujeitar a comprar água nos supermercados para conseguir cozinhar em casa. O fornecimento de luz já não exemplo. As constantes interrupções prejudicam milhares de consumidores. Parece que a Caer tomou para si esse exemplo ruim e começa a castigar os roraimenses com um péssimo serviço.

SECRETO E ABERTO

Essa palhaçada de voto secreto e aberto deveria acabar. O Senado Federal viveu um momento histórico de bate-boca, adiamento de votação, votação mais de uma vez, desistência de esquentadinhos e muito mais. O povo deveria saber em quem votou cada um dos seus representantes. Aliás, temos que saber com quem cada um anda para analisarmos bem em cada uma das eleições futuras. O Congresso Nacional foi 50% renovado, já que Rodrigo Maia continua presidindo a Câmara Federal. Uma renovação camuflada. É partido novo se unindo aos velhos e a tendência é que a pregação de nova política seja afogada por completo. Vamos ver se desse balaio sai coisa boa.

 

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