Coluna Roraima Alerta

Roraima Alerta 06.02.19


PESADELO

Nem nas piores das hipóteses a equipe de Governo de Antonio Denarium sonhou em enfrentar tantas cobranças populares em menos de 40 dias de trabalho. A sociedade está ciente de que a situação financeira do Estado é muito delicada. Suely e os comparsas, um deles esquenta cadeira no Senado, deram conta de secar os cofres públicos com desvios milionários. Mas, Denarium sabia do risco que estava correndo e teve tempo para se preparar como interventor, recebendo a ajuda do Governo Federal. Agora, a responsabilidade está inteira nas mãos dele e a sociedade que sabe os valores das dívidas que o governador não cansa de repetir quer saber quando começam as ações práticas para reequilibrar as contas públicas.

PRESSÃO

Os concurseiros seguem pressionando o Governo do Estado e nem o vídeo gravado por Denarium onde afirma que está disposto a rever a decisão de anular os certames acalmou os ânimos. Uma nova convocação rodou os grupos de whats e na próxima quinta (7), quem se sentiu prejudicado devem voltar a se reunir em frente ao Palácio do Governo. Eles alegam que, ao contrário do que o governo defende, os concursos públicos não geram despesas porque são serviços já contratados. Baseados nisso os concurseiros pedem a manutenção dos certames com etapas iniciadas e que o Governo prorrogue, caso necessário, o prazo de vigência para a convocação dos aprovados.

DESPACHO

A Justiça de Roraima inclusive se manifestou novamente sobre o concurso da Polícia Civil e mandou intimar com urgência da Funesp, responsável pelo certame. Ao que tudo indica, até o momento, o concurso será mantido e as provas ocorrerão como previstas em edital. Ocorre que o governo já se manifestou contrário à decisão e aguarda uma análise mais rigorosa do próprio Antonio Denarium para haver posicionamento definitivo. A conta que não bate é justamente essa: como deram liberdade do Frutuoso Lins fazer o anúncio, mas não se trata de um posicionamento definitivo. O governo se mostra atrapalhado e não tem segurança sobre o que diz. O governo ou Denarium. Sabe-se lá quem!

APOSENTADORIA

Todos falando do direito à aposentadoria de Romero Jucá, mas esquecem que Roraima tem políticos que, ao contrário do ex-senador, nunca deram resultado para o Estado e, mesmo assim, vivem tranquilamente da aposentadoria do Congresso Nacional. E pior, ainda se fazem de santo ao criticarem os outros. Se o eleitor fizer uma rápida busca na internet vai conferir que o ex-deputado e senador Mozarildo Cavalcanti é aposentado desde 1994, pelo extinto Instituto de Previdência dos Congressistas. O mesmo acontece com o senador Chico Rodrigues, empossado este ano, mas vai juntar o salário do Senado com a aposentadoria de R$ 9 mil, conquistada por ter ocupado uma vaga na Câmara. Outros políticos também constam na lista, como Júlio Martins que recebe mais de R$ 13 mil por mês, e Marluce Pinto e Alceste Madeira.

GUERRA

 

Nada de flores entre o governo de Roraima e o senador Telmário Mota. Quem é vinculado ao governo compartilhou vídeo do parlamentar amante de briga de galo nas redes sociais. Nas imagens, a seguinte frase: "um senador que fala 7 e mostra 8". Em seguida, o complemento: "despreparado". Não é de hoje que a guerra virtual começou entre os políticos. Mota já atacou descaradamente Denarium que parece começar a revidar as falácias do senador. Aliás, parece uma tarefa fácil, mas desnecessária. Telmário nada mais sabe que gritar e prometer. Trabalhar que é bom nada! Veem-se, com essa papagaiada pirata, picuinhas políticas sendo prioridades na classe parlamentar. Uma dica da Coluna: Denarium na revide, e senador... bora trabalhar? Para isso vossa excelência foi eleito.

BANCADA

E segundo divulgou em suas redes sociais, foi o próprio Telmário Mota que conduziu a primeira reunião oficial da bancada federal de Roraima que elegeu o deputado Hiran Gonçalves (PP) como coordenador. Senadores e deputados que representam o Estado fizeram questão de publicar fotos e vídeos nas redes sociais para demonstrar sentimento de união. Os temas seguem os mesmos: questão energética e a crise financeira de Roraima. O que chama atenção é o discurso amador de alguns deles, que alegam ser capazes de trazer recursos para resolver a questão financeira do estado. Porém, esquecem (ou não sabem) que as verbas federais são para investimentos e não podem ser usados para custeio de despesas, o gargalo de Roraima. Para que isso aconteça, só uma nova intervenção. Qual dos nossos nobres parlamentares tem proximidade suficiente com o atual presidente para discutir esse tema?

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