Coluna Roraima Alerta

Senador Chico Rodrigues deixa de pagar dívida judicial

230419 RR Alerta


Cargos

O governador Antonio Denarium (PSL) está cumprindo mais uma agenda oficial em Brasília. Conforme sua assessoria divulgou, ele incluiu um encontro privado com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) para tratar de demandas do Estado, especialmente, o Linhão de Tucuruí. Mas, enquanto Denarium está em Brasília, por aqui surgiu mais uma denúncia em relação aos seus atos. Segundo consta, ele retirou uma funcionária com 17 anos de serviços prestados ao IPER (Instituto de Previdência do Estado de Roraima), para acomodar uma bioquímica neste cargo, apenas porque ela é irmã do deputado estadual Jeferson Alves (PTB). A nomeação está publicada no Diário Oficial do dia 10 de abril. Não demorou muito para aparecer uma chuva de críticas ao ato. Muito questionaram a competência da nomeada para o exercício da função além da promessa de Denarium de que não iria distribuir cargos entre seus aliados. Parece que essa é mais uma promessa que está caindo por terra diante da necessidade de estabelecer os acordo políticos necessários para que o governador tenha apoio da ALE. Uma pena que as coisas aconteçam desta maneira, em detrimento de alguém que se dedicou por 17 anos a uma mesma função.

 

Desfalque

Denarium tem se esforçado para cumprir seus compromissos, mas esbarra na questão política. Por mais que haja boa vontade, não se faz nada sozinho principalmente, quando há interesses de muitos envolvidos. Ele está aprendendo isso na marra. Recentemente, o governador declarou que pelo menos R$ 50 milhões foram desviados da CIDE (Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico) além das obras da reconstrução da BR-174 Norte e Sul e da BR 210. Segundo ele, tudo estaria documentado a partir do levantamento minucioso feito desde que assumiu a função como interventor. Os órgãos de controle também teriam sido informados do fato, mas até agora seguem inertes. O que se espera é que os responsáveis por esses desfalques sejam penalizados e obrigados a devolver esses recursos para os cofres públicos, afinal é dinheiro que serve à população.

 

Denúncia

O Portal Roraima em Tempo publicou mais uma denúncia sobre o caos que está a saúde estadual. Dessa vez, os funcionários da empresa União cruzaram os braços e eles são responsáveis pela limpeza do espaço. O resultado: baratas e muita sujeira acumulada num ambiente onde o risco de contaminação deveria ser reduzido. Isso é mais um reflexo de como o problema de gestão e o roubo de recursos público coloca em risco a vida de quem depende do serviço gratuito. Apesar do Governo do Estado ter anunciando uma série de esforços para a melhoria da saúde, na ponta a realidade segue calamitosa. É preciso que haja um esforço conjunto entre governo, sociedade e órgãos de controle para mudar essa realidade. E, principalmente, que a Saúde deixe de ser uma pasta que priorize os acordos políticos e não sua função social que é a de garantir atendimento em saúde com qualidade para a população.

 

União

E se o nome da empresa União soou familiar tem uma justificativa. Há meses, o Roraima em Tempo vem divulgando informações sobre os contratos feitos por essa empresa. A maior parte com o próprio Governo do Estado, especialmente, com a SESAU, que lhe rendeu um faturamento de mais de R$ 80 milhões entre os anos de 2015 e 2018. Há uma grande suspeita envolvendo esses contratos que só aumentou depois das declarações prestadas pelo ex-secretário de saúde Ailton Wandeley. Quando ele publicou que a SESAU servia à políticos, engrossou o caldo de dúvidas sobre o esquema que supostamente é comandando pelo senador Mecias de Jesus (PRB) ao usar empresas ligadas à sua família em contratos público. Conforme informado, os dados sobre a União estão de posse dos órgãos de controle e mesmo com evidências que apontam o uso dessas empresas para favorecimento político, nada ainda foi investigado. Basta saber se a implantação da CPI da Saúde pela Assembleia Legislativa terá força suficiente para cavucar esse emaranhado de contratos duvidosos

 

 

Devedor

E novo devedor de Roraima é o senador Chico Rodrigues (DEM). Em 2011, a justiça acatou um pedido feito por Neudo Campos que denunciou o uso indevido em período eleitoral, de uma rádio localizada no sul do Estado, pertencente à Chico. Na sentença, o veículo foi condenado a pagar uma multa que, infelizmente, o Roraima em Tempo não sabe precisar o valor porque o processo não se tornou público. Em 2013, Chico pediu para que esse valor fosse parcelado em 60 vezes. Conseguiu a autorização. Porém, deixou de pagar as parcelas em 2017 e, este mês, a Justiça cobrou novamente o valor devido, dessa vez integral e com as correções monetárias. São dois anos de dívida acumulada por conta da infração cometida em período eleitoral. Uma vergonha para um senador que passou a campanha inteira falando sobre honestidade.

 

 

Gastos

A internet reduziu distância, facilitou o contato entre as pessoas e especialmente, o acesso às informações. Hoje, é muito mais difícil fugir da fiscalização feita pela própria sociedade e quem está sentido isso na pele são alguns parlamentares de Roraima. Primeiro, os dados divulgados sobre quantos os senadores do Estado gastaram este ano com cota parlamentar deixou Telmário Mota (PROS) irritado. Ele tem acusado veículos e proferido ataques que em nada justificam os gastos iniciais do seu gabinete. Quem também entrou na lista dos gastadores de Roraima foi o deputado federal Jhonatan de Jesus (PSB), que até março deste ano, usou R$ 122.444,12 de cota parlamentar. Em segundo lugar está o deputado Hiran Gonçalves (PP) com consumo de R$ 119.473,31 e, em terceiro, Shéridan (PSDB) com gastos de R$ 102.589,40. Na outra ponta, aparecem os que menos usaram esses recursos. São eles: Haroldo Cathedral (PSD) com R$ 26. 165,29 e Joênia Wapixana (REDE) que usou até o momento apenas R$ 17.706,27 da sua cota parlamentar. Os dados estão disponíveis no Portal da Transparência da Câmara Federal.


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