Coluna Roraima Alerta

Shéridan se escora na imagem de Anchieta

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Que foi aquilo?

Tem muita gente se perguntando o que foi que aconteceu na convenção estadual do PSDB em Roraima. Primeiro, a responsável pelo partido, a deputada Sheridan convidou gregos e troianos, que foram homenageados com registros seus ao lado do ex-governador Anchieta Jr. Depois, nas entrelinhas, ela deixou escapar que tem sim interesse em ser candidata à prefeitura de Boa Vista. Se não fosse por isso, porque tanta gente alheia ao partido dentro da convenção? Sheridan começa a construir seu lobby, escorada como sempre, na imagem de Anchieta.

 

Mal estar

E nas fotos compartilhadas nas redes sociais pela deputada, as colegas de partido que foram trabalhadoras assíduas na campanha de 2018 para eleger Anchieta como governador não apareceram, o que confirma as suspeitas sobre racha entre Eugênia Glaucy e Shéridan, depois que a primeira manifestou o desejo de representar o partido nas eleições municipais. O comunicado veio seguido de muitas manifestações de apoio, mas pelo visto, não foi isso que a médica encontrou entre os próprios colegas de partido.

 

Escorada

Dizer que Sheridan tentará as eleições municipais escorada na imagem de Anchieta não é exagero. A sua campanha para reeleição como deputada federal foi assim. Tanto que algumas exigências feitas pela ex-mulher, levaram Anchieta a ter que assumir algumas broncas com outros dos seus aliados. Os que acompanharam o ex-governador nesse período, afirmam que os pedidos de Sheridan eram sempre complexos e colocam Anchieta em situações delicadíssimas, sendo que o mesmo gastou muito mais energia para resolver os problemas criados por Sheridan que para sua própria campanha.

 

 

Inestimada

Alguns dos que vestiram a camisa do ex-governador chegam ao extremo de culpabilizar Sheridan pelo mal súbito sofrido por Anchieta que resultou na sua morte. Nos bastidores, conta-se que o descompasso no coração aconteceu após uma ligação que ele teria recebido de Sheridan, onde a mesma cobrava uma certa quantia de dinheiro. Dizem que esse era um ponto comum de discussão entre os dois e o tema segue alimentando os boatos sobre o que poderia ter afetado de tal maneira Anchieta, a ponto do mesmo ter sido acometido por um infarto fulminante. Independente de verdade ou não, é esse boato que colocou Sheridan na condição de inestimada por muita gente.

 

Resultado

O próprio resultado das urnas obtidas pela deputada mostra que seu poderio enfraqueceu. Shéridan aparece entre os deputados federais eleitos que mais gastaram por voto obtido. Esse cálculo é feito pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e estabelece uma relação matemática entre os gastos declarados de campanha com o número de votos obtidos. Segundo o TSE, cada voto dado à deputada custou em média R$ 190. No Brasil, a média entre os deputados federais foi de R$ 10,10, muitíssimo abaixo do que ela gastou em campanha. E o resultado, proporcionalmente, foi bem abaixo mesmo da quantidade de votos que ela esperava receber. Portanto, uma candidatura para a Prefeitura de Boa Vista precisa ser bem pensada, porque sem Anchieta, talvez a aceitação dela pela sociedade esteja ainda menor.

 

Guloso

Depois de ser apelidado de o milagreiro, agora o senador Mecias de Jesus (PRB) é chamado pelos amigos da bancada federal de Roraima como o guloso. Tudo pelo seu apetite ávido em indicar pessoas para os cargos em órgãos estaduais e federais. No acordo político com o governador Antonio Denarium (PSL), o senador abocanhou o comando político da CAER, CERR e Codesaima. As duas últimas inclusive, receberão um bom aporte financeiro para este ano, conforme o orçamento sancionado pelo Executivo Estadual. Não bastasse esse poderio, agora Mecias compete com os demais colegas para ter o direito de fazer as indicações para o comando do Dsei-Leste e Incra. E por mais que o apelido de guloso tenha vindo de uma brincadeira, quando falam sério, os demais parlamentares da bancada não estão nada satisfeitos com essa fome.

 

Comissão

O prefeito de Pacaraima Juliano Torquato (PRB) está em e nesta segunda-feira (6), apresentou um balanço sobre os impactos causados pela migração ao município. Segundo ele, por dia, pelo menos 600 pessoas entram na cidade que possuiu uma infraestrutura de serviços planejada para atender uma população bem menor do que existe na cidade hoje. Na Comissão, estão parlamentares que representam o estado e entre eles, Mecias de Jesus que era o relator da Medida Provisória para manter as ações de abrigamento aos refugiados. Aqui no Estado, Mecias tentou emplacar a ideia de que os recursos seriam para conter a crise migratória, quase um fake news para iludir o eleitor, quando na verdade, ele estava trabalhando para atender mais venezuelanos.

 

Recursos

Mecias orientou o filho Jhonatan de Jesus, também do PRB, a tecer uma série de criticas ao Governo Federal pela ajuda humanitária aos imigrantes. Mas, o próprio senador relatava uma medida para atender isso. Dizem que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não gostou nada da postura do parlamentar a quem teria sido confiada a missão de convencer o Congresso da necessidade desses recursos. No fim, Bolsonaro comprou que não precisa de Mecias e que o parlamentar segue sem nenhuma relevância para o Governo Federal. Sem nem avisar Mecias de Jesus, o presidente autorizou a publicação no Diário Oficial da União de uma MP que destinou R$ 224 milhões para a manutenção da Operação Acolhida. Um sinal bem dado ao senador roraimense que segue sem prestígio e escanteado em Brasília.

 

Indignados

Tem eleitor de Chico Rodrigues (DEM) ainda mais indignado com o senador por conta daquela história de nomear o sobrinho do presidente, o tal de Leo Índio, para um cargo com valor altíssimo em seu gabinete. Neste fim de semana, um veículo de circulação nacional entrevistou o assessor, e ele simplesmente se autoproclamou interlocutor do Governo Federal. Em viagem pelo Maranhão, Leo disse que estava no Estado para conhecer as necessidades e encaminhar ao conhecimento do presidente. Se ele está num gabinete de um parlamentar eleito por roraimenses, bem que poderia usar sua influência para ajudar o Estado. É isso que muitos estão cobrando, eles querem que Léo Índio sirva ao Estado de Roraima e como interlocutor do presidente, ajude com as demandas locais. Será que Chico não vai cobrar isso do seu novo funcionário?

 

 

 


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