Coluna Roraima Alerta

Telmário insite na relação com a Venezuela.

250419 RR Alerta


Enlouqueceu

Muita gente anda considerando que o senador Telmário Mota (PROS) enlouqueceu de vez. Agora, ele danou a falar mal do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Não é que o parlamentar roraimense tenha que concordar com todas as ações do governo federal, mas há de se convir, que na condição que o Estado se encontra, é a estrutura federal uma das tábuas de salvação. Então, porque arrumar briga com quem pode ajudar o Estado? Seguir essa lógica de críticas no trabalho não vai ajudar em nada, especialmente, se Telmário continuar irritando o presidente com suas atitudes infantis, impensadas e irresponsáveis.

 

Mesma coisa

Outro que virou alvo da língua ácida de Telmário foi o governador Antonio Denarium (PSL). Mesmo que Telmário tenha feito foto e tudo apertando a mão do chefe do Executivo Estadual, o mesmo virou sua vítima preferencial nos vídeozinhos famosos que ele costuma disparar nas redes sociais. O último foi criticando a ação de Denarium de pedir a reabertura da fronteira para reestabelecer as relações comerciais entre os dois países. Poize, você não leu errado. O que Denarium foi fazer na Venezuela é o mesmo que Telmário tratou na reunião não reconhecida pela presidência da república com o ditador Nicólas Maduro. O discurso de Telmário é contraditório e absurdo. Até uma criança de cinco anos consegue entender que ele defende o mesmo que o Denarium: a reabertura da fronteira. Então, porque criticar?

 

Alerta

A reabertura da fronteira pode gerar um novo e intenso fluxo migratório para o Estado. Especialistas consultados pelo Roraima em Tempo confirmam isso e não precisa pensar muito para entender a lógica. Hoje, só entra em Roraima aqueles que se arriscam pelas rotas clandestinas, o acesso principal segue sob vigilância da Guarda Nacional Bolivariana 24 horas por dia. Reabrir a fronteira representa a oportunidade mais segura e cômoda para quem está preso na Venezuela, amargando os reflexos desastrosos do governo de Maduro. É claro que, na primeira oportunidade, essas pessoas fugirão para o Brasil, entrando por Roraima até conseguirem se instalar em outros Estados ou Países.

 

 

Redução

Os dados oficiais do Exército divulgados pelo Roraima em Tempo no dia 18 deste mês, comprovam que o fechamento da fronteira gerou um impacto numa redução em 62% do número de venezuelanos que deram entrada no Estado. Segundo a coordenação da Operação Acolhida, o Posto de Recepção e Informação (PRI), em Pacaraima, registrava uma média de 800 entradas de venezuelanos por dia. A média atual é de apenas 300 entradas. Portanto, o controle na fronteira, que foi uma das principais bandeiras defendidas por vários parlamentares, inclusive, pelo próprio Telmário que chegou a afirmar que usaria a Polícia Estadual para suspender o fluxo de entrada de imigrantes, é uma das soluções mais viáveis para evitar a desorganização dos serviços públicos estaduais e até, organizar melhor, a acolhida aos venezuelanos.

 

Lembrete

Na era da internet, nada se perde. Nesta quarta-feira (24), algumas pessoas compartilham um vídeo da campanha do governo de Denarium onde o mesmo assumia o compromisso de regularizar o transporte escolar. No vídeo, ele afirma que nenhuma criança vai perder o ano letivo por falta do serviço. O problema é que até agora nada foi resolvido. O calendário escolar da capital foi modificado uma vez e o do interior, mudou duas vezes. As escolas voltaram a funcionar, mas o transporte escolar segue suspenso e ainda não se sabe que tipo de impacto isso está gerando para os estudantes das vilas, vicinais e comunidades indígenas de Roraima. Ano passado, alunos foram prejudicados pela falta do serviço e chegaram a perder o ano letivo. A esperança era haver uma solução rápida para o problema que ainda não veio, depois de decisões da justiça estadual. O contrato foi alvo de desvio de recursos na ordem de R$ 50 milhões, investigação que complicou a vida da deputada estadual Ione Pedroso (SD) e do seu marido Walace Barbosa que chegaram a ser presos na operação realizada pela Polícia Federal. Ele pagou fiança e está solto. Ela, foi obrigada a usar tornozeila, depois conseguiu a liberação dos dispositivo, e segue legislando. A Polícia Federal ainda não conclui o inquérito e até o momento, os únicos que seguem prejudicados são os estudantes roraimenses.

 

 

Ataques

A deputada federal indígena Joênia Wapixana (REDE) virou alvo de críticas generalizadas após se manifestar contrária à Reforma da Previdência. Nos grupos de whats, as opiniões ficaram divididas entre aqueles que acreditam que a atual proposta retira direitos fundamentais dos trabalhadores e, aqueles que consideram urgente e necessária a modificação no sistema atual. O debate político é importante e faz parte da construção democrática. Porém, alguns se excederam, desconsiderando o respeito básico, com agressões diretas à Joênia que além de ser mulher, é indígena. Ficou evidente que parte dos agressores nem conhecia a proposta da Reforma, e só entrou na onda motivado pelo preconceito contra indígena que, infelizmente, ainda é presente na sociedade roraimense. As discussões ideológicas perdem seu total sentido e objetivo quando partem para agressões e a falta de respeito. É preciso aprender a defender o ponto de vista próprio sem a necessidade de agredir aquele que pensa diferente.


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