CPI do Sistema Prisional ouve Vigilância Sanitária e descobre irregularidades

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Comissão se reuniu na tarde desta quinta-feira; ‘encontramos distorções de datas e documentos no processo de inspeção sanitária. É um absurdo a Vigilância Sanitária fazer uma vistoria prévia antes mesmo de a empresa ter o alvará de funcionamento’, diz o relator da CPI

A diretora da Vigilância Sanitária do Estado foi ouvida na tarde de ontem (20) pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o sistema prisional de Roraima. Segundo o relator Jorge Everton (PMDB), a oitiva teve o objetivo de questionar a liberação do alvará destinado à empresa que fornece alimentação aos presídios estaduais.

“Nessa CPI, nós encontramos documentos referentes à alimentação fornecida no sistema prisional que eram de um valor exorbitante. Tanto é que o contrato atual foi diminuído de forma significativa e nós começamos a nos debruçar sobre toda a documentação que foi apresentada”, informou o relator.

De acordo com ele, primeiramente o contrato era de R$ 9 milhões. Em janeiro de 2015, mudou para R$ 30 milhões em um contrato emergencial. Atualmente, o valor é de R$ 17,9 milhões.
“Chegamos a encontrar distorções de datas e documentos no processo de inspeção sanitária. É um absurdo a Vigilância Sanitária fazer uma vistoria prévia antes mesmo de a empresa ter o alvará de funcionamento”, disse. “A empresa não existia, mas foi inspecionada”, explicou.

Após a investigação da CPI, foi constatado que a empresa que fornecia alimento para o sistema prisional, de alguma forma, foi beneficiada pelo governo do Estado.

“Está dando a entender, pela forma que foi conduzido o processo de alvará, que ela foi beneficiada pelo governo e nós temos documentos que ainda vão passar por análises referentes ao processo licitatório, pois existe uma suspeita em cima disso”.

Mais informações na edição impressa do Roraima em Tempo desta sexta-feira (21).

Bruna Alves
bruna@roraimaemtempo.com.br