Deputado Jânio Xingu fala sobre CPI que investiga invasão de terras em Roraima

Foto: Fábio Calilo
Entrevistados falaram sobre CPI das invasões e o significado da Páscoa

O andamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Invasão de Terras foi um dos temas discutidos no programa Linha de Frente da 93 FM neste domingo (16). Relator da CPI, o deputado Jânio Xingu frisou o direito de moradia das pessoas, desde que seja adquirido de forma legal.

“A Constituição Federal é clara. Ela diz que todo cidadão tem direito à propriedade e há um dever do Estado de promover a moradia”, ressaltou. “Nós apoiamos qualquer cidadão que quer ter sua casa, mas tem uma forma legal para isso”, continuou.

De acordo com Xingu, a CPI vai investigar todos os envolvidos na invasão ilegal das terras localizadas na entrada do município de Cantá. “A CPI pode investigar os deputados, porque ninguém está acima da lei. O que somos contra é a invasão de forma desorganizada e está claro também que existe parte do poder público apoiando as invasões”, afirmou.

Ainda conforme o deputado, o prefeito de Cantá, Carlos Barbudo (PSL), não se opõe à criação de outro bairro na cidade.

“Nós estamos propondo ao governo que haja um projeto de cooperação com a Prefeitura de Cantá para garantir infraestrutura, saúde, educação e transporte, e assim assentar as pessoas de forma que respeite a legalização”, disse.

“O que o prefeito não quer é que dez mil pessoas cheguem ao município de forma desorganizada e fiquem em uma área que não tem escola e infraestrutura”, esclareceu Xingu.

Membro do Conselho das Cidades, Ricardo Matos falou sobre o risco que as famílias podem correr ao morar nessa área. “Em uma reunião, tivemos a identificação dos responsáveis pela ocupação e a definição específica do local para que a gente possa fazer um levantamento. Com isso, constatamos que 85% da área é alagável, o que é muito”, contou.

Segundo Matos, o objetivo é identificar possíveis danos ambientais e elaborar um relatório para tomar as medidas cabíveis em um prazo imediato.

Contra a invasão, o morador do bairro Pintolândia apontou a falha do governo de não garantir moradia às pessoas que precisam. “Tem muita gente que aproveita essas invasões, então o governo deve doar terreno para quem realmente precisa. Talvez as invasões aconteçam porque o governo não dá moradia”, criticou.

PÁSCOA

No programa, também se tratou do Auto de Páscoa e o significado da data. Quem falou sobre o assunto foi o pastor Márcio Lugão. “A Páscoa é o grande amor de Cristo por nós!”, disse.

“O grande problema da humanidade é não parar para refletir. Estamos no momento de se perguntar: como está a minha vida? O que Deus quer de nós é que possamos caminhar com ele, sermos discípulos, pessoas que seguem a Jesus. Ao fazer isso, você vai desfrutar naturalmente de uma nova vida e esperança verdadeira”, refletiu o pastor.

O Auto de Páscoa vai ser realizado nos dias 21, 22 e 23 de abril, na Igreja Batista Monte Sinai, no bairro dos Estados. A entrada é um quilo de alimento não perecível.

Bruna Alves
bruna@roraimaemtempo.com.br