Editorial

Bolívar deve estar se revirando sob sua campa


A ditadura bolivariana destroçou a economia da Venezuela, fazendo-a desembocar numa hiperinflação. Seus efeitos devastadores impuseram a falta de itens, chegando ao limite de séria carência nutricional.  Essa séria crise humanitária já recebeu muitas manifestações de repúdio, inclusive, de forma embora tímida e desnecessariamente cautelosa, do Itamaraty.

Enquanto isso, partidos da idiotizada esquerda brasileira manifestam apoio a essa autocracia guiada por ideologia decadente e os intelectuais e artistas ativos no "Lula Livre" silenciam, por medo de serem rotulados como não progressistas. Como diria o lendário jornalista Aparício Torelli, o Marquês de Itararé, "é deveras constrangedor!". 

Agora, o ditador Nicolás Maduro está estimulando os venezuelanos incautos a negociar com ouro. Enquanto isso, para comprar uma cesta básica, que mal dá para quatro pessoas, uma família precisa de Bs 1.000.000,00 no novo dinheiro venezuelano, batizado de Bolívar Soberano. A mesma cifra que o FMI diz ser a marca que a inflação no país vizinho alcançará este ano.

O que Maduro chamou de "vigorosas medidas econômicas" não estão impedindo que produtos desapareçam dos supermercados da Venezuela. As gôndolas vazias em todas as cidades mostram que tanto as economias socialistas de hoje, na ditadura tropical implantada por Hugo Chávez, quanto as de ontem, na pré-queda da URSS e seus satélites, são muito semelhantes, pois comprovam a falência do Estado.

O que se deseja de boa-fé aos venezuelanos de bem é que essa ditadura tenha em breve o seu fim. Para o bem de um povo martirizado por anos e anos de desmandos de um bolivarianismo corrupto, despótico e incompetente. O mesmo regime no qual, um dia, Lula disse haver "excesso de democracia".


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