Editorial

Eleição não perde a polêmica na reta final


Com as mais variadas mídias inundando o universo de eleitores com todo tipo de informação, há que se ter sabedoria para peneirar tudo e extrair o que realmente é verdadeiro. Só assim será possível conseguir ultrapassar este período de notícias e declarações falsas e outras indecorosamente perversas. As acusações, de que um lado é nazi-fascista (sem ao menos considerarem o que isso significa) e de que o outro é representante dos corruptos, são completamente desnecessárias. No final, quem tem discernimento para analisar consegue ver claramente a verdade.

Um exemplo foi a desmoralização dos petistas, que acusaram o vice da outra chapa de ser torturador, quando este nem idade tinha para estar no Exército. Nem se deram ao trabalho de se desculpar - aliás, são os mesmos que denunciaram o uso de fake news pelo WhatsApp...  Já o outro lado se esquece de que outros deputados e seus apoiadores também haviam dito coisa semelhante, Portanto, nesta reta final já dá pra ver quem é que deseja atingir a democracia.

Ainda que posteriormente tenha pedido desculpas, o cantor Geraldo Azevedo, ao mentir sobre tortura sofrida diante do general Mourão, põe em xeque a imagem dos verdadeiros perseguidos políticos durante o regime militar. Comprovadamente foi uma farsa, já que o vice de Bolsonaro tinha apenas 16 anos à época da suposta tortura.

Só restou mesmo ao cantor dizer que se confundiu. Mas foi uma mentira grave e se Mourão não tivesse como provar que Azevedo não falava a verdade, seria rapidamente bombardeado pelas patrulhas esquerdistas. Diante de episódios como esse, fica difícil, quase impossível, dar credibilidade aos verdadeiros perseguidos políticos. Pois sempre restará a dúvida: verdade ou não?