Editorial

Na contramão da pacificação nacional


Guilherme Boulos, candidato do PSOL à Presidência, teve votação pífia, mas promete fazer oposição ao governo Bolsonaro e já está mobilizando movimentos sociais para saírem às ruas. O "Povo sem Medo" de Boulos é um flagrante desrespeito à tão propalada democracia alegadamente defendida pela esquerda brasileira e apregoa desde já ser contrario a qualquer diálogo pacificador. O que aliás não é novidade, visto que toda a base ideológica dos esquerdinhas tupiniquins foi copiada de um regime autoritário e sanguinário que até hoje transforma a ilha de Cuba num grande presídio.

A escola ideológica implantada em 1º de janeiro de 1959 com a vitória da revolução dos irmãos Castro, que começou na altitude de Sierra Maestra e se completou em Villa Clara, tenta ainda hoje ser exportada para outras republiquetas latino-americanas. Exemplos são Venezuela, Bolívia e Nicarágua, vítima dessa peste da qual, infelizmente, o Brasil não conseguiu se livrar. Pela grandeza de seu povo, esta nação não precisa disso.

O então presidenciável Boulos, em entrevista no rádio antes do primeiro turno, até apresentou certas ideias interessantes sobre os problemas brasileiros - os sociais, não os econômicos. Mas agora, ao ouvi-lo nas redes sociais dizer que vai pôr multidões nas ruas contra o governo do vencedor, tem-se a nítida certeza de que Boulos é apenas um grande engodo. Uma pena que assim o seja, pois ele poderia contribuir de forma positiva para a reconstrução da nação brasileira.

No momento em que o País clama por união, torna-se fundamental que a oposição, principalmente nas pautas mais agudas do renovado Congresso Nacional, evolua no campo das ideias. Que faça isso principalmente em detrimento ao revanchismo preconcebido, motim de irracionalidade que se apraz no bloqueio de tudo o que não seja partidário.