Editorial

O capitalismo precisa de um projeto coletivo


O capitalismo, hoje, está evoluindo para uma cultura menos extrativista, de não olhar apenas para resultados, e sim para o impacto que produtos e serviços têm no plano social. Não é mais apenas vender e gerar lucros. É agregar um sentido de como se pode impactar o mundo positivamente. Os consumidores - ainda em minoria, mas caminhando, em breve, para a maioria - pedem esse compromisso maior, querem saber quem está por trás daquele fabricante, quais são suas atitudes além do produto que vende.

São essas atitudes das empresas, abraçando causas e propósitos maiores que seus produtos, que criam vínculos mais duradouros com os consumidores. O que está em jogo é a sobrevivência das pessoas, do planeta. Empresas e marcas não estão fora disso e precisam abraçar o mundo em que vivemos. É um projeto coletivo, unindo iniciativa privada, poder público e pessoas.

 A única forma de os consumidores acreditarem no propósito de uma empresa é ela verdadeiramente abraçá-lo. Isso quer dizer não apenas pendurar um quadro na parede, trazer a inscrição nas embalagens ou fazer alguma ação pontual. É preciso estar na alma da empresa, em tudo o que ela faz, nas suas atitudes, que começam com seus colaboradores.

Desse modo, é preciso viver o propósito, e não apenas comunicá-lo. É isso que garantirá que consumidores acreditem na marca/empresa. Não apenas no que ela fala, mas principalmente em sua coerência naquilo que faz. Entretanto, que nem todas as empresas praticam o que apregoam. Muitas pegam carona na onda das causas sociais ou afirmam ter um propósito. São empresas assim que levantam suspeição e acabam contaminando outras mais sérias. O mundo capitalista precisa e deve ter um projeto coletivo. Sem ele, não há solução.


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