Editorial

O dia seguinte e a raiva da oposição


A eleição acabou, o Brasil começa a sossegar, mas os brasileiros ainda não conseguiram se livrar de muitas preocupações, como a mixórdia em que se transforma cada pleito eleitoral na pátria tupiniquim devido à libertinagem que envolve os personagens principais desse processo. Por isso, as dúvidas merecem ser mantidas no radar, pois enquanto não houver reforma do sistema político-partidário-eleitoral, os mandatários não serão legítimos representantes populares, são apenas os escolhidos de um cardápio único que é imposto ao povo.

Os brasileiros devem se unir a partir de agora e incansavelmente exigir do próximo Congresso uma reforma política decente, para que em 2022 possam realmente sentir que farão uma escolha que os engrandeça. E exigir o mesmo do presidente eleito: que ele seja o líder desse movimento de avanço político no País.

Como lembrado acima, o tema eleição sai de cena e entram outras preocupações. O que será do Brasil e dos brasileiros a partir do resultado das urnas? O que todos esperam é que Jair Bolsonaro faça um governo de pessoas notáveis por sua competência e comprometidas em tornar este país respeitado mundo afora, e não um governo de conchavos. A esperança está numa faxina no poder, saneando as contas, dando prioridade à saúde, à educação, à segurança.  Todavia, há que se concordar: a democracia está em pleno vigor.  Nunca se discutiu tanta política. Graças ao WhatsApp (pensaram até em censurá-lo), as pessoas puderam mostrar suas opções e discuti-las em todos os lugares. O que leva a negar que o Estado de Direito esteja em risco. Mas poderá estar. Tudo vai depender de como reagirá à derrota a raivosa oposição que ainda ocupará parte dos plenários das duas Casas do Congresso Nacional.