Editorial

O novo governo e o meio-ambiente


O futuro presidente cometeria um lamentável equívoco se unisse o Meio Ambiente com a Agricultura. Alguém até elogiou a ideia, afirmando que seria uma decisão acertada para acabar com a indústria de multas do Ibama. Todavia há que se argumentar, em contrário, que se existe essa prática condenável, caberá ao novo governo punir aqueles que a praticam.

A bem da verdade, o Ministério do Meio Ambiente não é só o Ibama, assim como não tem como finalidade única fiscalizar a agricultura, muito pelo contrário. Tem como função principal zelar pela qualidade do ar e da água, dos quais o ser humano depende para viver, e igualmente a fauna e a flora também. Há cidades brasileiras, por exemplo, em que a poluição do ar é duas vezes superior ao limite máximo estabelecido pela Organização Mundial da Saúde, da ONU. E cabe ao Ministério do Meio Ambiente resolver essa situação, pois recente estudo realizado na Universidade de São Paulo estima que nos próximos 8 anos 50 mil pessoas morrerão em razão da poluição do ar somente na grande São Paulo.

Cientistas especializados no meio ambiente realizaram novos estudos e concluíram que o novo limite para o aumento da temperatura média do planeta deverá ser de 1,5°C, e não 2°C, calculado anteriormente. E este novo limite, nas atuais circunstâncias, deverá ocorrer entre 2030 e 2052. Ou seja, entre 12 e 42 anos. Também concluíram que a melhor maneira de não ultrapassar o novo limite é com a correta manutenção das florestas.

O Brasil, que abriga em seu território a maior floresta do mundo, terá um papel fundamental para que se estabilize o aquecimento global, evitando eventos catastróficos. Portanto, o novo governo tem a obrigação de cumprir com a sua contribuição para o problemaglobal, pois só existe este planeta para a humanidade viver.