Editorial

PT saudações!


Carlito Maia, lendário nome da publicidade brasileira, inventor da Jovem Guarda, também inventou o Partido dos Trabalhadores. Era um sonho. Puro. Bem intencionado.  Carlito morreu em 2002. Fosse vivo, o que diria Carlito do que fizeram do partido que ele fez? Talvez morresse de tão zangado. Não sem, antes, alguma frase inesquecível. Por onde andam os românticos da primeira hora? Os idealistas de boa-fé? Os que sobreviveram ao mensalão, os que restaram do petrolão, que ainda duvidam da prisão de Lula lá, em Curitiba?

Muitos dos que não morrem de amores por Bolsonaro não vão votar nele, vão votar contra a esquerda medíocre, incompetente e corrupta, como a esquerda provou na URSS por 70 anos; na Alemanha Oriental, que fez do seu muro o maior símbolo da história das repressões; na África comunista e seus tiranos perpétuos; na Cuba faminta e seus "paredóns", onde havia mais condenados que munição; na Venezuela, que busca abrigo na vizinhança, enquanto se lambuza de petróleo.

Os brasileiros que não votarão em Fernando Haddad votarão contra a falta de vergonha na cara, contra a corrupção endêmica, contagiosa, que arruinou crônica e irremediavelmente o Brasil dos ignorantes, dos doentes e analfabetos, dos desempregados, dos invadidos, ofendidos, desvalidos da sorte. Contra quem nunca produziu, não se arriscou, não trabalhou, não transpirou, que "expropriou" os bens de milhares, sua fé e esperança. Votarão contra a cópia mal feita de Marcola, de Fernandinho Beira-Mar, do PCC.

O genial Carlito Maia é dono desta pérola: "Brasil, Fraude explica!". Ele acreditou que com o PT haveria ordem, mas um dia corrigiu para ACOrdem. Pela família, pela ética, por patriotismo e amor ao Brasil. Como diria Carlito Maia, "PT saudações!".