Em Tempo de Arte

Jovem roraimense encontra no teatro uma forma de se expressar livremente

Claudio Vinícius desde pequeno está inserido no mundo teatral e agora com 21 anos ele enxerga o quanto que ele tem mudado positivamente


Atuação de Claudio Vinícius na peça Desconec[atados] - 2018 no Festival Jandaia-Sol. Foto: Arquivo pessoal

O teatro é uma das artes mais conhecidas no mundo, o poder de se expressar e interpretar diversos personagens causa diversos impactos positivos para quem decide exercer essa arte como profissão ou como um hobbie.

Encontrando-se na segunda posição de nossa lista das artes, ela com certeza tem um destaque especial. Na edição de hoje você, caro leitor, conhecerá um pouco da história do Claudio Vinícius Rego de Farias. Ele tem 21 anos, é estudante de psicologia e desde pequeno se encontrou no mundo do teatro.

O teatro proporciona inúmeros benefícios para quem o pratica, desde a melhora na fala até a desenvoltura pessoal. A pessoa se torna mais extrovertida, supera diversos medos, ganha autoestima e começa a encarar a vida de outro ângulo mais positivo buscando sempre seu espaço.

Com o Claudio Vinícius não foi diferente, ele conta com emoção como o teatro mudou e vem mudando a sua vida para melhor.

"Eu comecei a fazer teatro aos nove anos, por influência de uma professora, a Kaline Barroso, que na época dava aula de artes na escola que eu fiz o ensino fundamental. Lembro que quando entrei paras as aulas, nem era algo que eu queria fazer, mas com o incentivo dela eu acabei gostando", disse.

"Minha primeira apresentação foi aos nove anos, encenei o sapo de 'A princesa e o Sapo', apresentamos no teatro Carlos Gomes, no festival de teatro infantil Visconde Sabugosa. Daí saí do fundamental, mas nunca larguei do teatro, fui aluno do Chacon quando fiz o ensino médio no IFRR, e logo em seguida, me matriculei pra aulas de teatro no Sesc, pela oficina 'Sesc em Cena', onde fui aluno do Marcelo Perez por dois anos", explicou Claudio Vinícius.

Ele ainda comenta que, "de lá pra cá, minha vida no teatro teve uma grande impulsionada, assim que saí das oficinas do Sesc, fui chamado pra compor um grupo de teatro de rua, a Cia. Meiofiu, da qual faço parte até hoje".

Claudio equilibra seus estudos com o teatro criando uma harmonia para exercer cada coisa e assim, continuar fazendo o que gosta. No decorrer dos anos, ele tem se aperfeiçoado fazendo cursos na área das artes cênicas para melhorar sua performance e desempenho.

Atualmente ele é colega de trabalho da professora Kaline Barroso, diretora do grupo Criart Teatral, que foi quem lhe apresentou o teatro. "De vez em quando a professora Kaline Barroso me convida pra compor algum espetáculo dela, como no caso do 'Poeta e a Musa (2017)', e até ajudar ela na contra regragem dos espetáculos que o grupo dela monta", comenta.

Peça Ninguém Vai Rir - 2017. Foto: Arquivo pessoal

Peças em que o Claudio Vinícius já participou e se destacou:

Pela Meiofiu Claudio já fez "A Beira da Marginalidade (2017)" que foi apresentada no Tomarrock 2017; "Proteja a Rosa (2017) - festival Sesc de cenas curtas; " Desconec[atados] (2018)" - Festival Jandaia-Sol.

"Ninguem Vai Rir (2017/ texto Vinícius Piedade)" - espetáculo gerado a partir de uma oficina de leituras dramatizadas do Sesc.

Em junho de 2017, Claudio participou do curtíssimo "Buena Vista", dirigido pelo Oscar Matheus, que levou o primeiro lugar no Festival de Vídeos Curtíssimos "Mostra Saberes Amazônicos"

E no final do ano passado participou do elenco do espetáculo "Natal da Paz" da Prefeitura de Boa Vista, oportunidade que proporcionou ao Claudio um enorme aprendizado, assim como todos os outros.

Claudio está bem engajado no mundo do teatro e é que quando se faz o que se ama, a transformação positiva é realmente grande.

É no teatro que o Claudio consegue se expressar na sua totalidade; peça Só Eles o Sabem - 2015. Foto: Arquivo pessoal

A seguir, leia quatro perguntas feitas ao ator:

Roraima em Tempo: Tem alguma peça que você vai apresentar ainda neste ano?

Claudio Vinícius: Tem sim, vou apresentar uma esquete "Elefante Branco /texto Hander Frank"  no dia 20 de outubro, num evento da Universidade Federal, em comemoração ao dia do estudante de arquitetura. Dia (2) de novembro também, no evento Cidade do Caos, realizado pelo coletivo Casa Algazarra;  e final de novembro, em outro evento que ainda está em negociação as datas.

Roraima em Tempo: Tem algum momento dentro do teatro que foi bem significativo para você?

Claudio Vinícius: Na verdade tem dois momentos. O primeiro, foi a primeira apresentação, lembro que eu era uma criança bastante introvertida, e jamais me imaginaria em cima de um palco, mas sempre a professora Kaline Barroso conversava comigo e dizia que eu conseguiria sim, e nossa, a experiência de as cortinas se abrirem, e eu estando lá em cima, eu não vou esquecer jamais.

A segunda foi no final do ano passado, durante o espetáculo "Natal da Paz". Eu nunca tinha feito nada com uma logística e estrutura tão grande quanto, e os diretores e a equipe falavam numa estimativa de 30 mil pessoas. Isso de início me assustou muito, pensei por diversas vezes em não apresentar, senti uma insegurança enorme em alguns momentos, mas consegui e apresentei.

Além da equipe que era incrível, eu lembro que tinha inúmeros amigos e familiares meus lá no dia da apresentação fizeram vários vídeos e fotos, e o retorno depois foi muito gratificante, tanto que até hoje, algumas pessoas ainda falam dessa apresentação.

Roraima em Tempo: Tem visto alguma mudança na vida das pessoas que fazem teatro?

Claudio Vinícius: A mudança é visível sim, o teatro abre uma janela de coisas novas na vida de quem o faz. A forma de lidar com seu dia a dia, a maneira de se relacionar com outras pessoas, e até sua autoestima são melhoradas. Além disso, a pessoa se sente mais confiante em falar em público, se posicionar numa conversa, e até mais segurança com seu próprio corpo, além de inúmeras outras coisas.

Roraima em Tempo: O que significa o teatro para você?

Claudio Vinícius: O teatro pra mim significa liberdade. Liberdade de poder ser quem eu realmente sou, com todas as minhas qualidades, meus defeitos e limitações, e não me sentir culpado por nada disso. Penso que o teatro na minha vida, sempre foi como um abraço no final de um dia cansativo, que leva embora todas as preocupações e problemas.

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Natal da Paz - 2017. Foto: Arquivo pessoal

E assim, finalizamos a nossa entrevista com o jovem ator Claudio Vinícius que assim como qualquer outro jovem ele entende que a busca pela capacitação em qualquer área é fundamental para o desenvolvimento pessoal e profissional.

A criança introvertida que tinha vergonha de muitas coisas se transformou numa pessoa mais alegre e valente para enfrentar cada desafio que por ventura, vier já que os benefícios que o teatro proporciona vão além de uma interpretação num palco.

A mudança se vê destacada na vida real, o teatro causa isso nas pessoas. Se todos pudessem fazer pelo menos uma aula de teatro já iriam ver as mudanças internas e externas. Fazer teatro não significa que você terá que trabalhar como ator, a prática pode se tornar um escape da vida real, saudável. E, convenhamos neste mundo tão turbulento ter um hobbie que proporcione uma mudança positiva é bem importante!

Aqui na cidade as opções para a prática dessa arte já estão se expandido! Aproveite e cresça como o Claudio Vinícius.

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VOCÊ SABIA?

"Merda" é o equivalente a "boa sorte"

Antes de entrar em cena, é comum que os profissionais desejem e agradeçam "merda" uns aos outros. Essa tradição está relacionada ao período Elisabetano (1558-1625) em que as pessoas iam de carruagem assistir às peças, portanto, quanto mais cavalos (e, consequentemente, suas necessidades fisiológicas), melhor. [Macunaima.com].

LISTA DAS ARTES

1ª Arte - Música

2ª Arte - Artes cénicas (teatro, dança e coreografia)

3ª Arte - Pintura

4ª Arte - Escultura

5ª Arte - Arquitetura

6ª Arte - Literatura

7ª Arte - Cinema

8ª Arte - Fotografia

9ª Arte - Historia em quadrinhos

10ª Arte - Vídeo Games

11ª Arte - Arte digital

Caro leitor,

A gente ressalta que este espaço está aberto para vocês que desejam mostrar um pouco mais da arte que Roraima tem a oferecer.

Quem quiser conversar com a gente, pode nos procurar pelo e-mail [email protected] ou pelos números (95) 98116-6417 e (95) 99166-6283.

Vamos adorar trocar ideias com vocês e, claro, contar maravilhosas histórias de quem aprecia a arte ou vive dela. Até a próxima semana!

Com carinho, Bru e Gabi.


Bruna Alves e Gabriela Guimarães

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