Em Tempo de ser Mãe

Bebê crescendo e ainda sem enjoos

Créditos: Gabriela Marcondes

Um, dois, três e contando...

Olá meus queridos leitores, eu sou Gabriela Marcondes, formada em Publicidade e Propaganda e jornalista do Jornal Roraima em Tempo. Estou grávida e este espaço será meu diário compartilhado com vocês onde desvendaremos este lindo universo cheio de mudanças constantes que é o período de nove messes até a chegada do neném. Trago-lhes informações sobre o universo das gestantes e também sobre meu mundo, mãe de primeira viagem e com muito que aprender. Por isso, estou aberta a sugestões e responder suas duvidas, mãezinhas e paizinhos. Para isso, é só entrar em contato comigo pelo telefone (95)99166-6283. Vamos contando os dias e até a próxima quinta!  

 

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Bebê crescendo e ainda sem enjoos

Genteee mais uma semana e contando! Ainda não sei o sexo do meu pequeno grande bebe, segundo o médico que fez meu ultrassom morfológico talvez dê de saber para o final desse mês. Tomara! Meu parto está previsto para o mês de maio, ou seja, a partir do dia dez de maio até começo de junho esse bebê lindo já pode nascer haha. Meu plano e desejo é que seja um parto natural! Deus queira!

A gestação continua saudável e assim seguirá haha.

Os hormônios à flor da pele. Tudo me da vontade de chorar (filmes, histórias, notícias, ações haha). Os enjoos estão quase sumindo, às vezes vem um que outro bem forte, mas não chego a vomitar. Na verdade não cheguei a vomitar até agora, o que é uma surpresa para muitos, sortuda eu! Às vezes sinto uma dor tipo uma cólica leve, mas é normal, meu útero está se expandido a medida que meu bebê cresce. Ele está do tamanho de uma pêra haha.

 

Segundo o aplicativo que Gravidez+ meu bebê está do tamanho de uma pera rs.  

 

VISITA À MATERNIDADE

Neste quarta (5) no período da tarde eu fiz uma "visita antecipada" à maternidade, esse é o nome que se dá as visitas que as gestantes normalmente de primeira viagem fazem para conhecer a maternidade e ver como funciona toda a questão do atendimento e parto.

Você mãe pode agendar essa visita todas as quartas-feiras no período das 9h às 14h30. Eu fiquei sabendo desse processo na terça feira (4) quando a enfermeira que me atende no posto de saúde me ligou e me convidou. Cheguei na visita totalmente leiga no assunto e com um pouco de medo em me deparar com algo que não quisesse ver.

Eu junto com outras três mães fizemos a visita guiadas por uma assistente social bem simpática. Ela nos mostrou toda a maternidade e cada ala específica.

Foi muito legal, precisava mesmo conhecer a maternidade. Nunca tinha entrado nela a não ser só na parte de atendimento da entrada.

 

 Importante que as mães que vão ter neném na maternidade façam a visita antecipada para estarem informadas.  

 

IMPORTANTE!

A maternidade carece de alguns materiais, então para quem é acompanhante é recomendável que leve um pijama( esses que usam em hospitais) para que o pai ou acompanhante possa entrar no centro cirúrgico ser for cesariana ou na sala de parto normal. Sem esse pijama a pessoa não entra. A maternidade não está dando o pijama porque está em falta, talvez, ano que vem melhore a situação, mas é melhor se prevenir. Fiquei sabendo que o pijama custa em torno de R$80.

Quem for seu acompanhante é importante que seja uma pessoa calma e atenta, que ela possa te auxiliar em tudo e que cronometre o tempo das tuas contrações. Que possam dar atenção a você antes do parto e no pós parto. Você precisará tomar banho e se movimentar com muito cuidado.

 

ALAS QUE CONHECI

Teve uma ala que me chamou muito a atenção pelo seu nome. "Ala Pedras Preciosas", uma ala que nenhuma grávida deveria conhecer. Essa ala é para os bebês que nascem com algum problema e vão para UTI, que é essa ala. Lá o acesso é restrito aos pais e aos profissionais de saúde. Um médico passa em determinado horário para dar informações sobre o estado do bebe.

*Tem também a ala das Orquídeas onde acontecem os partos naturais. Há duas salas de pré-parto onde a mãe se prepara. Nessas salas só é permitida a entrada de um acompanhante do sexo feminino, já que lá estão outras grávidas que podem estar sem roupa, então não é permitida a entrada de homens. Na sala do parto em si, o pai ou acompanhante de qualquer sexo pode entrar para dar assistência à gestante.

*A ala das Violetas é a sala cirúrgica onde a gestante pasará por um cesariana. Importante o acompanhante levar o pijama.

*Na ala dos Girassóis cuidam das gestantes que estão numa situação delicada e crítica, precisando de repouso absoluto para garantir a estabilidade do bebê . Nessa sala os cuidados são mais especiais.

*Quando está tudo bem e a mãe já dá à luz ela vai até a sala das Rosas que é onde ela irá estar com seu bebê esperando que a liberem para finalmente ir para casa!

Importante destacar que na ala das Orquídeas há entorno de 12 salas, às vezes ocorre a superlotação e as mães tem que esperar.

A maternidade conta com algumas faltas na questão de materiais, mas os profissionais trabalham com o que podem para garantir o bem estar da grávida e do bebê.

É bom a mãe de primeira viagem fazer essa visita antecipada para ela ver como será quando chegue a tão sonhada hora de ter o bebê.

Há serviços de psicologia, fisioterapia e também cuidados bucais. Foi uma experiência bacana onde também tive um pouco de medo em relação a quando se aproxime o dia de eu ter neném.

Sem mais, por hoje é só! Vamos contando os dias e orando para que tudo dê certo! Desejo um bom parto para quem só está contando as horas e uma boa gestação para quem está contando os dias e os meses.

Semana que vem conto mais da visita. Beijos!

 

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Quanto tempo após um aborto posso tentar engravidar?

O risco de um abortamento espontâneo na primeira gravidez é de até 15% na população em geral

A gestação gera muitas expectativas e quando, por algum motivo, não evoluiu como desejado e a mulher sofre um aborto, mesmo que em fase inicial, ocasiona muito sofrimento, angústia e insegurança.  Mas, passado o processo de luto, a vontade de ser mãe geralmente prevalece.

 O aborto espontâneo ocorre mais frequentemente no primeiro trimestre da gestação, até 12 semanas, na maioria das vezes em função de alteração no próprio embrião, neste caso a mulher não precisa passar por nenhuma investigação ou tratamento médico antes de tentar uma nova gravidez. Quando o aborto é tardio (a partir da 20ª semana) é importante saber os motivos que fizeram a gestante perder o bebê. "Em geral, tem a ver com o colo do útero. O médico deve investigar as características do colo uterino.  No caso de colo curto existe grande possibilidade de intervenção, um reforço para que a mulher consiga levar a gestação o mais próximo possível do termo. Portanto frente a uma mulher que tem história de aborto tardio, está indicado esta investigação para que não ocorra um desfecho desfavorável novamente e ainda mais precoce que o anterior," afirma o obstetra.

 Um aspecto a ser considerado neste tema é que, de acordo com dados da Pesquisa Nacional do Aborto, uma a cada cinco brasileiras fará um aborto ao longo da vida. Isso indica um descolamento entre a lei e a realidade das mulheres no país. "Normalmente, a recuperação física da mulher demora apenas alguns dias, aproximadamente de quatro a seis semanas, ela estará em boas condições clínicas novamente, " comenta o médico Dr. Alberto Guimarães, e reforça que o mesmo não pode se afirmado nos casos de abortos provocados, sobretudo na população mais carente do Brasil, onde se observa verdadeiras catástrofes e não raramente a morte da mulher devido as complicações decorrentes deste ato, por discriminação, preconceito e falta de amparo,  reforça Guimarães, referência em humanização do parto.

 Para que a mulher volte a tentar uma nova gravidez é preciso observar se o aborto foi precoce, se passou por uma curetagem ou se o próprio organismo eliminou por completo o saco gestacional e os restos ovulares. Desse modo, ela não precisa esperar muito tempo para engravidar, já que praticamente não houve crescimento uterino. "Neste caso, indica-se ácido fólico e atividade sexual, e já será candidata a engravidar novamente" relata Guimarães.  

Já nos casos que a mulher sofreu um aborto tardio, após a eliminação do feto, é interessante que ela passe por uma avaliação médica antes de tentar uma nova gravidez. "Convém esperar de dois a três meses para que o útero volte ao seu tamanho normal e se conclua a avaliação do útero, " finaliza o Dr Alberto.

 


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