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Caravana avança, e Trump anuncia corte de ajuda a centro-americanos

Presidente diz que grupo representa 'emergência nacional' e coloca militares em alerta


Caravana de imigrantes se move em estrada entre Ciudad Hidalgo e Tapachula, no México - Pedro Pardo/AFP

O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (22) ter alertado o Exército e a Patrulha da Fronteira que uma caravana de imigrantes que está no México, indo em direção aos EUA, é  uma "emergência nacional".

Trump anunciou ainda que vai "cortar, ou reduzir substancialmente" a ajuda a Honduras, Guatemala e El Salvador, países de origem da maioria dos membros da caravana.

"Tristemente, parece que a polícia e o Exército do México são incapazes de deter a caravana indo em direção à fronteira sul dos EUA", afirmou Trump em uma rede social. "Alertei a Patrulha da Fronteira e o Exército que isso é uma Emergência Nacional." 

"Criminosos e pessoas do Oriente Médio não identificadas estão misturados [à caravana]."?

"Guatemala, Honduras e El Salvador não foram capazes da tarefa de impedir as pessoas de deixarem seus países e virem ilegalmente para os EUA", acrescentou.

Os três países receberam, em conjunto, mais de US$ 500 milhões (R$ 1,8 bilhão) em financiamento dos EUA no ano fiscal de 2017. Não ficou claro quanto disso  Trump cortaria.

Sob pressão dos EUA para que impeça a caravana de avançar, o governo do México pediu que os imigrantes se submetam ao processamento pelas autoridades de imigração na fronteira legal entre México e Guatemala, mas milhares decidiram seguir adiante. O grupo está caminhando há vários dias, a maioria vinda de Honduras.

No sábado, eles se concentram na praça central da cidade de Ciudad Hidalgo. O governo local estimou que 7 mil pessoas façam parte do grupo -- a contagem anterior era de entre 3 mil e 4 mil. 

O grupo precisa percorrer cerca de 1,4 mil km até chegar à fronteira entre o México e os EUA.

"Queremos chegar aos EUA", disse  ao The New York Times Maria Irias Rodriguez, 17, de Tegucigalpa, Honduras, que viajava com um bebê de oito meses, o filho de 2 anos e o marido. "Se eles nos pararem agora, vamos voltar uma segunda vez."

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