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Acompanhante de paciente diz esperar mais de 2h por atendimento de emergência em hospital de RR

'Fomos informados de que o médico teria ido jantar, pois estava há 12 horas no plantão', relatou paciente


Caso ocorreu no Pronto Atendimento Airton Rocha - Arquivo Pessoal

Por mais de duas horas, pacientes ficaram sem atendimento médico no Pronto Atendimento Airton Rocha, anexo do Hospital Geral de Roraima (HGR), durante a noite desse sábado (17). De acordo com a acompanhante de paciente, o único médico teve que deixar o serviço para jantar, visto que estava há 12h no plantão.

"Vim trazer uma pessoa com crise asmática, para receber atendimento, e quando cheguei, pouco tempo depois, o médico saiu do consultório e foi embora. Diante disso, fui questionar na recepção sobre a saída e eles me disseram que ele teria ido jantar, pois estava há 12 horas de plantão", relatou a jornalista Eudiene Martins.

Ela completou que foi buscar soluções na sala da cooperativa que tem dentro da unidade de saúde, mas informaram que não tinha ninguém para ficar no lugar dele e que os pacientes teriam que ficar aguardando. "Eles disseram que não iria colocar ninguém porque o médico estava amparado por lei", afirmou a mulher.

Quando o médico retornou, após mais de duas horas de espera, a paciente com crise asmática foi atendida. A acompanhante criticou o serviço prestado à população e destacou a situação precária que o serviço público de saúde está passando. Segundo ela, se tivessem pacientes com o estado de saúde mais avançado, não teriam suportado o tempo de espera.

"Ele atendeu a moça em três minutos e ainda mandou ela para casa sem nenhum procedimento ou medicação. Pelo menos ele passou a receita e eu comprei os remédios em uma farmácia próxima. Mas se eu não tivesse dinheiro? E se fosse alguém com menos recursos, um imigrante, por exemplo?", questionou a denunciante.

A Direção-Geral do HGR informou que o Pronto Socorro estava com quatro médicos no atendimento nesse sábado, 17.

"Sempre que um sai para jantar, direito assegurado por lei, os demais ficam no atendimento, ou seja, a unidade nunca fica sem plantonista", acrescentou a pasta.

A secretaria ressaltou que, ao se sentir de algum modo prejudicado em relação ao serviço prestado, o paciente pode procurar a Direção-Geral ou a Ouvidoria, durante a semana, e nos fins de semana, a Direção Administrativa da unidade, a fim de que sejam tomadas as medidas cabíveis para cada situação.

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