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Agentes penitenciários queimam pneus, cantam Hino Nacional e cobram salários atrasados

Eles pararam as atividades no dia 28 de novembro e reivindicam melhores condições de trabalho e salário em dia


Protesto ocorre em frente à Cadeia Pública, em Boa Vista - Giovanna Souza

Há oito dias em protesto pela falta de salários, os agentes penitenciários de Roraima intensificaram a manifestação nesta quinta-feira (6). Cerca de 30 servidores queimaram pneus, cantaram o Hino Nacional e acionaram a sirene das viaturas, como forma de chamar a atenção do governo de Roraima para regularizar os salários.

A mobilização acontece em frente à Cadeia Pública, no bairro 13 de Setembro. Eles afirmaram estar sem água potável dentro da unidade prisional, bem como material de segurança para os serviços. Os agentes estão sem receber há mais de 60 dias.

"São dois meses sem um real na conta. Temos criança e mulher que dependem do nosso ganho. Queremos que as autoridades façam alguma coisa por nós. Não temos nenhuma perspectiva", relatou um agente penitenciário que preferiu não ser identificado.

No último dia 28 de novembro, a categoria anunciou paralisação geral dos serviços prestados no Sistema Prisional. Visitas, remoção de pacientes e outras atividades estão suspensas desde então. Por causa do salário atrasado, a diminuição dos serviços ocorre gradativamente. Até o momento, não há previsão do Estado pagar aos servidores.

"Isso [falta de salário] é a corrupção que se instalou no governo e quem paga são os servidores que não têm nada a ver com a situação. Prova disso foi a operação na nossa secretaria [Justiça e Cidadania], onde teve desvio milionário", desabafou outro agente.

Em todo o Estado, são quase 300 servidores no Sistema Prisional, que está sob intervenção federal.

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