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Após paralisação no 5° DP, população não consegue registrar boletins de ocorrência

Delegacia era a única unidade policial que ainda estava emitindo boletins de ocorrência em Boa Vista

Créditos: Anderson Soares

Com a paralisação das atividades no 5° Distrito Policial, moradores de Boa Vista não conseguem mais registrar boletins de ocorrência. A delegacia era a única na cidade que ainda estava emitindo o documento.

Os outros distritos policiais, a exemplo dos 3° e 4°, ambos funcionando no bairro Tancredo Neves, Zona Oeste da cidade, fecharam as portas depois que o governo de Roraima começou a atrasar o salário da categoria. Com isso, toda demanda de ocorrências da cidade foi concentrada apenas no 5° DP, o que vinha ocorrendo há pouco mais de um mês.

O Sindicato dos Policiais Civis de Roraima (Sindpol) alegou que a decisão de fechar as portas da única delegacia que estava em atividade em Boa Vista foi tomada durante assembleia geral com a presença dos associados. A previsão é que as atividades voltem ao normal no sábado (8).

Além dos boletins de ocorrência, os flagrantes também eram encaminhados ao 5° DP, o que também não está mais sendo registrado. Na manhã de ontem (5), muitas pessoas compareceram ao distrito para prestar queixa e registrar a perda de documentos, mas foram pegas de surpresa com o local fechado.

O diretor jurídico do Sindpol, Witiley Souza Rocha, explicou que a deliberação para paralisar as atividades tem o intuito de pressionar o Estado para que pague os salários atrasados. Segundo ele, os servidores estão há quase 70 dias sem receber e não há previsão de pagamento.

Rocha informou que a situação das delegacias é precária e faltam produtos básicos, como papel para imprimir documentos, toner nas impressoras, além de Internet. Ele lamentou ter chegado a esse ponto e classificou a situação como "crítica".

"Nos resta fazer essa paralisação para forçar o Executivo Estadual para que tome alguma providência porque quem passa pelo maior sofrimento somos nós, servidores, e a população com a falta de polícia na cidade", afirmou.

Rocha comentou que muitos colegas de trabalho dele se queixam que estão passando fome por não terem mais de quem emprestar dinheiro para comprar comida. Todos os servidores também estão tento dificuldades para pagar contas.

"Cartão de crédito, conta de energia, água e fatura de telefone estão com três meses de vencimento. Isso só vem se agravando a cada dia, porque os juros só aumentam as nossas dívidas e não temos como honrar esses compromissos", lamentou.

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