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Após polêmica, secretário da representação do governo em Brasília pede exoneração

J.R. Rodrigues deixou a função que ocupou por menos de um mês no último dia 10 de janeiro


- Reprodução

O secretário da representação do Governo de Roraima em Brasília, J.R. Rodrigues, pediu exoneração do cargo. Ele mesmo noticiou o fato nas redes sociais na noite de quinta-feira (10). Rodrigues se envolveu no fim do ano passado numa polêmica. Mensagens compartilhada por ele sinalizavam que Roraima deveria voltar a ser território federal e que a intervenção deveria durar entre 5 e 20 anos.

"[Apresentei como] justificativa ao nosso governador Antonio Denarium, a necessidade de atender a um convite do nosso senador Mecias de Jesus, para ocupar outro cargo também em Brasília. Agradeço ao senador pela indicação e ao governador pela confiança. Foram 30 dias de muito trabalho", escreveu em conta pessoal no Facebook.

O ex-gestor afirmou que durante o período em que esteve frente à Pasta articulou com servidores em Brasília, Amazonas e São Paulo, o que denominou como 'parcela de contribuição' ao novo governo estadual. Rodrigues citou ainda, na postagem, dívidas que parecem ser da secretaria onde foi empossado por menos de um mês.

"Informamos ao governador sobre todos os problemas, e apresentamos as soluções que planejamos para que o próximo gestor tenha condições de desempenhar um bom trabalho. As demandas são gigantescas, desde abril de 2018, nenhuma obrigação, exceto os salários foi paga, acumulando uma dívida de cerca de R$ 600 mil reais", revelou.

Rodrigues finalizou a publicação ao afirmar que acredita não existir 'plano B para Roraima' e que todas as esperanças e confiança "estão depositadas na capacidade e no discernimento do cidadão Antonio Denarium em liderar esse complexo e doloroso processo que atravessamos que resultou na maior crise financeira que Roraima já enfrentou".

POLÊMICA

Na noite do dia 27 de dezembro, o ex-secretario supostamente compartilhou duas sugestões nas redes sociais para Roraima: estender a intervenção federal por até 20 anos e promover uma alteração na Constituição Federal para que o Estado de Roraima voltasse à condição de Território Federal. À época, o governo do Estado não se manifestou sobre as declarações.

O conteúdo veio acompanhado de uma série de informações sobre a situação das finanças do estado. Em um dos trechos, é revelado que a primeira medida a ser adotada pelo governador eleito será o decreto de Calamidade Financeira.

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