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ALE e Câmara Federal recebem 8 mulheres representantes de RR

De duas, subiram para seis as vagas ocupadas por mulheres na ALERR; na Câmara Federal, duas foram eleitas


Desde 1997, a lei eleitoral brasileira exige que partidos e coligações respeitem a cota mínima de 30% de mulheres na lista de candidatos - Divulgação

As mulheres têm conquistado cada vez mais destaque na política. No pleito de 2018, de duas subiram para seis as vagas ocupadas por mulheres na Assembleia Legislativa de Roraima e na Câmara Federal duas representantes do Estado foram eleitas. Das 32 vagas que estavam disponíveis, elas ocuparam 25%, sendo três reeleitas.

Há 21 anos, entrou em vigor a lei eleitoral brasileira que exige de partidos e coligações a cota mínima de 30% de mulheres na lista de candidatos para a Câmara dos Deputados, Câmara Legislativa, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais. Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou o repasse de 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as candidaturas femininas.

A deputada estadual Aurelina Medeiros (PODE) conquistou o sexto mandato consecutivo com 4.864 votos. Outra reeleita foi Lenir Rodrigues (PPS), que vai para o segundo mandato, tendo recebido 4.947 votos nestas eleições, ficando como a segunda mulher mais bem votada. Já Ângela Águida Portella (PSC) não conseguiu se manter no cargo.

Em terceiro lugar no ranking dos parlamentares mais votados para ocupar as cadeiras da Casa Legislativa de Roraima em 2019, ficou Ione Pedroso (SD) com 5.872 votos, sendo ela a candidata mais votada entre as mulheres em todo o Estado. Este será o primeiro cargo público eletivo que a empresária irá assumir.

A representatividade de mulheres na política roraimense subiu para seis cadeiras, o que representa 25% do total de deputados. Também assume um cargo no Legislativo a advogada Catarina Guerra (SD), com 4.897 votos, filha do ex-deputado estadual Chico Guerra.

Conquistaram vaga na Assembleia ainda a advogada Betânia Medeiros (PV), que recebeu 2.885 votos, e Tayla Peres (PRTB), com 2.608, que atualmente ocupa o posto de vereadora de Boa Vista como suplente de Aline Rezende.

Para ocupar uma das cadeiras na Câmara Federal, em Brasília, foi eleita no Estado a advogada Joenia Wapichana (REDE), com 8.491 votos. Ela é a primeira da história a assumir um cargo na Câmara dos Deputados, que desde 1982 não é ocupada por nenhum indígena.

No pleito também foi reeleita Shéridan Estérfany (PSDB), com 12.129 votos. Já Maria Helena (MDB), não conseguiu se manter no cargo de deputada federal. Vale ressaltar que das oito mulheres que assumirão funções políticas no próximo ano, três são advogadas.

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