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Bohemian Rhapsody: estreia hoje no Cinemark a Biografia de Queen e Freddie Mercury

Longa sobre as origens da banda inglesa Queen, é estrelado por Rami Malek, de Mr Robot

Créditos: HENRIQUE ARAGÃO

A cinebiografia do Queen, e de Freddie Mercury, Bohemian Rhapsody entra em cartaz hoje, no Cinemark do shopping do Caçari. O desempenho de Rami Malek tem gerado muita expectativa desde que o primeiro trailer foi divulgado no Youtube em maio deste ano. O astro da série "Mr Robot", encarna o papel do exuberante vocalista da banda, que morreu em 1991.

O projeto foi anunciado em 2010, quando foi anunciado que Sacha Baron Cohen, o comediante inglês que encarnou "Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América" (2006) e "Brüno" (2009), iria interpretar Mercury; no entanto, Baron Cohen deixou o projeto em 2013, citando "diferenças criativas" com os antigos colegas de banda de Mercury, como o guitarrista Brian May que chamou o comediante de "um idiota".

Mais tarde, o projeto teve mais dificuldades quando seu diretor, Bryan Singer, foi demitido depois de supostamente perder tempo demais com "preocupações com a saúde". O diretor de "Eddie the Eagle", Dexter Fletcher, foi recrutado para substituí-lo no meio da produção.

A sinopse oficial descreve o filme da seguinte forma:

Bohemian Rhapsody é uma celebração do Queen, sua música e seu extraordinário vocalista Freddie Mercury, que desafiou os estereótipos e quebrou as convenções para se tornar um dos artistas mais amados do planeta. O filme traça a ascensão meteórica da banda através de suas canções icônicas e som revolucionário, sua quase implosão como estilo de vida de Mercury fora de controle, e sua reunião triunfante na véspera do Live Aid, onde Mercury, enfrentando uma doença fatal, lidera a banda em uma das maiores performances da história do rock. "

Falta algo?

A reação de muitos críticos ao redor do mundo ao primeiro trailer, e a sinopse, é a de falta de algo selvagem ou interessante.

Quando Baron Cohen deixou o filme, ele declarou que certas pessoas queriam que o filme fosse mais sobre os grandes sucessos, ainda muito atuais, da banda Queen do que sobre a extraordinário, e nada politicamente correta, vida de seu vocalista, o antecessor de Adam Lambert. Os trailers parecem apoiar suas reivindicações.

Nas cenas divulgadas até agora não há menções a vida amorosa de Mercury, nenhuma doença, nenhuma emoção, nada perigoso ou abertamente esquisito para não ofender ninguém. Algo muito similar à cinebiografia "Cazuza - O tempo não para" (2004). Os cinéfilos e fãs da banda julgaram "pasteurizado" o material divulgado até o momento, como se tudo que havia de interessante e selvagem sobre Mercury houvesse sido removido. Os trailers parecem pressagiar um filme que não tem interesse em mostrar as ambiguidades de sua vida, a doçura abrasiva de sua perspectiva, a virulência da imprensa homofóbica em seus ataques contra ele - o que, em uma palavra, o fez vibrar.

Mercury merece ser celebrado como um ícone, muito além do machismo, homofobia, ativismo LGBTQ ou fanatismo pela banda. Desde suas origens como um homem muçulmano, até sua vida privada, por meio de sua luta contra a Aids no auge da epidemia que custou tantas vidas LGBTQ, precisamos saber mais sobre essa figura. Amantes de cinema, fãs de rock'n rool, e público em geral aguardam ansiosos pelo resultado. A espera acaba hoje.

Elenco: Rami Malek, Lucy Boynton, Aaron McCusker

Duração: 132 min

Diretor: Dexter Fletcher

Distribuidora: Fox Films

Gênero: Musical

Classificação: 14 Anos

Cinemark

Sala 1 (DUB): 14h40 /17:30

Sala 1 (LEG): 20h30

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