Notícias Locais

Cerca de 500 comércios foram roubados em Zulia, Venezuela, devido à falta de energia

Informação foi emitida pela Cámara de Comercio de Maracaibo, capital do estado de Zulia


Cerca de 150 centros comerciais foram alvo dos criminosos

A Câmara de Comércio de Maracaibo, estado de Zulia, na Venezuela, emitiu uma nota nesta quarta-feira (13) na qual afirma que aproximadamente 500 estabelecimentos comerciais foram roubados durante os últimos seis dias, período do maior apagão já registrado no país vizinho. O serviço segue comprometido e afeta Roraima, localizado na fronteira.

O presidente da Câmara, Fergus Walshe, explicou que ainda não é possível estimar um número preciso de locais alvos dos criminosos, mas avalia que 150 centros comerciais tenham sido saqueados, o que corresponde ao número de 500 estabelecimentos. O primeiro apagão foi registrado na quinta-feira da semana passada e agravou a situação dos venezuelanos.

"No setor conhecido como Curva de Molina existem muitos locais pequenos e comércios informais roubados e destroçados, mas é impossível calcular o prejuízo. Entre o setor de Circunvalación 2 até o hospital Madre Raffols há muitos outros estabelecimentos saqueados", diz trecho do comunicado emitido nesta hoje.

CAOS

Desde o primeiro blecaute, ao menos 17 pessoas morreram nos hospitais do país em decorrência da falta de energia. Os supermercados fecharam as portas, pois não têm como manter refrigerados os produtos. Os que permanecem abertos concentram um numeroso público.

Por conta da falha no Linhão de Guri, Roraima teve de acionar as cinco termelétricas para atender a demanda local. Não há previsão de a linha operar normalmente entre os dois países.

SOBREVIVÊNCIA

Os venezuelanos lutam para conseguir água e comida frente à falta de luz no país, que já dura seis dias. A escassez dos serviços se agrava com o passar dos dias. 

Um grupo de pessoas, 'em ato de desespero', foi ao rio Guire, na capital Caracas, que está com a água contaminada pela poluição. Elas levaram recipiente para trazer água, mas foram impedidas pelos militares da polícia venezuelana.

Em determinadas zonas do país, a comida está sendo cobrada em dólares, denunciou a imprensa venezuelana.

VEJA TAMBÉM...