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Com cobertura vacinal de 66%, Roraima tem 355 casos confirmados de sarampo

Vacina Tríplice Viral é o meio mais seguro de se proteger contra a doença altamente contagiosa


- Fabio Calilo

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) informou que a cobertura vacinal em Roraima contra o sarampo é de 66% e há confirmados 355 casos da doença no Estado. O surto foi declarado em fevereiro de 2018, quando foi detectado o caso num bebê venezuelano de apenas um ano de idade. Unidades de saúde estão abastecidas com a tríplice viral, vacina que protege contra a enfermidade.

Desde o início de 2018 até 8 de janeiro de 2019, o Brasil registrou 10.274 casos confirmados de sarampo. Além dos casos em Roraima, no Amazonas existem 9.778 registros. Casos isolados foram anotados em São Paulo (3), Rio de Janeiro (19), Rio Grande do Sul (45), Rondônia (2), Bahia (2), Pernambuco (4), Pará (61) e Sergipe (4), além do Distrito Federal (1).

Foram registrados ainda 12 óbitos por sarampo: quatro em Roraima, seis no Amazonas e dois no Pará. Os surtos, segundo o Ministério da Saúde, estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus que circula no Brasil é o mesmo da Venezuela, país com surto da doença desde 2017.

No Estado, existem sete casos em investigação e outros 213 foram descartados, segundo a Sesau. Do total de casos confirmados, 217 são venezuelanos e 135 brasileiros.

"O estoque de vacina encontra-se normalizado no Núcleo Estadual do Programa Nacional de Imunização, disponível para atender os 15 municípios de Roraima", informou a Secretaria, ao complementar que Bonfim tem a melhor cobertura vacinal (168%), enquanto Rorainópolis apresenta o pior desemprenho (6,9%).

VACINAÇÃO

De janeiro de 2018 até janeiro deste ano, o ministério encaminhou 15,5 milhões de doses da vacina tríplice viral para atender a demanda dos serviços de rotina e a realização de ações de bloqueio nos seguintes estados: Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Sergipe, além do Distrito Federal.

O Brasil tem até fevereiro deste ano para reverter os surtos de sarampo, sob pena de perder o certificado de eliminação da doença concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em 2016. O alerta foi feito pela assessora regional de Imunizações da entidade, Lúcia Helena de Oliveira, durante a 20ª Jornada Nacional de Imunizações, no Rio de Janeiro.

Ela lembrou que a Venezuela, de onde veio a cepa de sarampo identificada no Brasil, perdeu seu certificado de eliminação em junho deste ano.

O critério adotado pela Opas para conferir transmissão sustentada é que o surto se mantenha por um período superior a 12 meses. As autoridades sanitárias brasileiras, portanto, correm contra o tempo, já que os primeiros casos da doença no Norte do país foram identificados no início de 2018.

"Sabemos que os casos no Brasil são de importação, lamentavelmente, pelas condições de saúde em que vive a Venezuela. Mas só estamos tendo casos de sarampo no Brasil porque não tínhamos cobertura de vacinação adequada. Se tivéssemos, esses casos viriam até aqui e não produziriam nenhum tipo de surto", destacou a assessora da Opas.

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