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Comissão de servidores públicos planeja fechar posto fiscal do Jundiá

Semana passada, trabalhadores do posto pararam por dez horas e 180 caminhões ficaram retidos

Créditos: Gabriela Marcondes
- Divulgação

Uma comissão formada por diversos servidores públicos que estão com os salários atrasados planeja fechar esta semana o posto fiscal do Jundiá, na BR-174, evitando a passagem de qualquer veículo ou carga. A decisão irá prejudicar o Estado, já que a divisa entre Roraima e o Amazonas é a principal via para abastecimento.

Semana passada, trabalhadores do posto pararam por dez horas e 180 caminhões ficaram retidos; um deles, com dez mil litros de combustível.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Civis Efetivos do Poder Executivo de Roraima (Sintraima), Francisco Figueira, a decisão implica fechar o posto e desabastecer o Estado, prejudicando possivelmente até o fornecimento de energia elétrica.

"Nós estamos montando toda a logística para o fechamento do posto. Não se tem uma data, estamos encaminhando todo o aparato necessário para a operação. Quando paramos o posto fiscal de Jundiá no dia 27 por 10 horas, 180 caminhões ficaram lá. Então, a situação que estamos passando é critica. Pretendemos fechar, mas para isso precisamos de uma logística. Suspendemos a paralisação do dia 27 porque não havia policiamento e tomou uma dimensão muito grande, então vimos que necessitaríamos de reforços para continuar a operação", disse Figueira.

Ele destaca que desta vez a operação está sendo mais organizada para paralisar por tempo indeterminado evitando qualquer passagem.

"Os Poderes estão omissos, só assistindo a tudo acontecer e sem realizar uma ação efetiva. Isso não pode continuar assim", relatou.

MOVIMENTO

O presidente do sindicato ressalta que a greve será "um movimento em conjunto".

"Os fiscais já estão trabalhando para isso e nós estamos convocando os policiais para que não haja nenhum problema com segurança e podermos fazer uma operação respeitosa. Não queremos que haja nenhum incidente no posto de fiscalização porque a paralisação irá tomar uma dimensão muito grande, pois desabastece todo o Estado."

Figueira comentou ainda que parte do Iteraima está parado, assim como outros órgãos públicos, e informou que terça-feira (4) haverá uma assembleia geral dos auditores fiscais com a possibilidade de também entrarem em greve geral.

"Todos os servidores, a Agência de Defesa Agropecuária [Aderr], que cuida da parte sanitária e agropecuária do Estado, estão dentro do movimento de greve. Então, todos esses segmentos irão parar", explicou.

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