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Em ação conjunta, equipe da Polinter prende quatro pessoas foragidas da Justiça de Roraima

Um dos presos foi o agricultor de 66 anos capturado na zona Rural do município de Caracaraí, a mais de 120 kmde Boa Vista

Créditos: Nonato Sousa
- Divulgação

Um dos presos foi o agricultor de 66 anos capturado na zona Rural do município de Caracaraí, a mais de 120 quilômetros de Boa Vista. Raimundo dos Santos Soares, conhecido por 'Mundico', responde a processo na Vara de Crimes Contra Vulneráveis, na capital. Ele foi indiciado por estupro de vulnerável, cuja vítima foi a própria neta de 11 anos, que engravidou do avô à época.

'Mundico' teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e era considerado foragido da Justiça. O cumprimento da ordem judicial ocorreu na manhã dessa quarta-feira (9), mas somente à noite a Polícia Civil informou a prisão do avô estuprador. O agricultor foi localizado num lote na vicinal Santa Rosa, região da Vila do Itã.

PORTE DE ARMA

No momento da abordagem policial, 'Mundico' foi flagrado portando uma arma de fogo e como não tinha autorização legal para andar armado foi preso em flagrante, por porte ilegal de arma de fogo.

OUTRA PRISÃO

Ainda na quarta-feira, e na zona rural de Caracaraí, desta vez na Vila Novo Paraíso, foi presa em cumprimento a mandado de prisão de sentença condenatória a jovem Dhuilli Damasceno dos Santos, 21, apelidada de '765' e 'Nega'.

Condenada a 12 anos de prisão a serem cumpridos inicialmente em regime fechado, 'Nega' era considerada foragida da Justiça há mais de dois anos, quando descumpriu as regras da prisão domiciliar, concedida para que cuidasse do filho recém-nascidor.

Porém, como descumpriu as determinações judiciais, a jovem perdeu a prisão domiciliar e o juiz da 2ª Vara Criminal de Boa Vista decidiu pelo recolhimento dela ao sistema prisional.

CRIMES

Conforme a polícia, Dhuilli integra uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios de Roraima. Ela foi sentenciada por roubo qualificado, concurso de duas ou mais pessoas e restrição da liberdade das vítimas.

"Também combinado o crime de furto majorado [repouso noturno] e qualificado devido a rompimento de obstáculo e concurso de pessoas, na forma de concurso material, previstos nos artigos 157, 155 e 69 do Código Penal", destacou a PC.

Ainda de acordo com a explicação da polícia, "tais fatos ocorreram numa só noite do dia 16/01/2016, caracterizando uma espécie de arrastão de crimes patrimoniais que a ora condenada, junto a outros sete indivíduos roubaram diversas vítimas na capital, em especial torturaram um casal física e psicologicamente".

Depois amarraram e amordaçaram as vítimas, deixaram a mulher só de camisola e o homem só de cueca na região do anel viário, e fugiram com o veículo do casal e outros objetos. O bando criminoso praticou outros roubos e ainda arrombaram uma loja de eletroeletrônicos, até parte da quadrilha ser capturada numa barreira policial na BR-174.

PRESÍDIOS

Após ser autuado em flagrante por porte de arma de fogo, 'Mundico' foi encaminhado à audiência de custódia. No entanto, seria recolhido ao presídio masculino em Boa Vista ao termino do procedimento jurídico e exame de integridade física no IML.

Já a jovem '765/Nega' após dar ciência à ordem judicial de sua prisão passou por exame de integridade física no IML e foi entregue no presídio feminino, na capital.

MAIS PRISÕES/BOA VISTA

Também na segunda e quarta-feira nos bairros Caranã e Buriti, foram presos o mecânico Osmar Raposo Ramos Filho, 36, apelidado de 'Filho' e a técnica em enfermagem Andreaza Borges Sá, 33 anos, apelidada de 'Fulinha'.

Ambos foram presos em cumprimento a mandados judiciais. Conforme a Polícia Civil, 'Filho' foi condenado a cinco anos de prisão por tentativa de homicídio qualificado de sua ex-companheira.

O crime foi classificado ainda como feminicídio, quando a vítima é do sexo feminino. De acordo com a decisão do juiz, ele deve cumprir a pena inicialmente em regime semiaberto.

TRÁFICO

Já Andreaza 'Fulinha' foi sentenciada a 16 anos e seis meses de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com aumento de pena devido ao crime ter sido praticado num estabelecimento prisional. Ela deve cumprir a pena inicialmente em regime fechado.

Também Osmar e Andreza passaram por exames de integridade física no IML após darem ciência aos mandados judiciais e depois foram entregues nos presídios masculino e feminino.

AÇÃO CONJUNTA

Todas as prisões foram feitas por agentes da Polícia Interestadual (Polinter) da Polícia Civil, sediada na capital. Conforme o delegado Juraci Rocha, titular da Polinter, que coordenou a ação, as prisões ocorridas em Caracaraí contaram ainda com agentes da delegacia de Mucajaí e apoio logístico do Departamento de Operações Policiais Especiais (Dopes-PC), do serviço de inteligência da Divisão de Inteligência e Capturas (Dicap), da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Sejuc). Além de apoio operacional de policiais do Pelotão da Polícia Militar da Vila de Novo Paraíso.

"A Polícia Civil reforça que, qualquer pessoa que tenha informações sobre o paradeiro de foragidos da justiça pode nos informar através dos telefones 190, 197 e celular (95) 99142-9017, diretamente com a Polinter, sendo assegurado o anonimato da fonte", frisou o delegado.

 

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