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Em RR, Ministério da Agricultura trabalha para garantir sanidade do rebanho brasileiro

Órgãos de fiscalização sanitária animal traçaram estratégias para serem desenvolvidas na fronteira Brasil/Venezuela

Créditos: Neidiana Oliveira
- Arquivo

Roraima tem o selo de Livre da Aftosa com vacinação e, para mantê-lo, os órgãos de fiscalização sanitária animal traçaram estratégias para serem desenvolvidas ao longo do ano dentro do estado, na fronteira Brasil/Venezuela e dentro do país vizinho. A informação foi do superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) Plácido Alves.

Ele explicou que o calendário vacinal ocorre todos os anos em duas etapas, sendo nos meses de abril e outubro. "O produtor continua com o mesmo prazo de 15 dias para notificar a Agência de Defesa Agropecuária [Aderr]. O que mudou foi a dosagem, que de 5 ml baixou para 2 ml. Esta é um recomendação que o estado já cumpre", afirmou o superintendente.

Alves detalhou que existe um plano de ação que vem sendo executado com o intuito de assegurar o status de livre da aftosa. "A primeira estratégia é a vacinação dos rebanhos de todo o estado. Para isso, o Mapa tem disponibilizado recursos para Aderr executar as ações do Programa de Febre Aftosa", informou, ao acrescentar que todos os anos a meta é alcançada.

Além da imunização do gado, foi criada uma zona de proteção localizada bem na faixa de fronteira com a Venezuela, onde todo o rebanho das propriedades situadas em Pacaraima está sendo vacinado por meio da Agulha Oficial, que envolve um médico veterinário oficial do Mapa, um auditor fiscal da Aderr e um técnico da Fundação Nacional do Índio (Funai).

"É realizado o serviço de vacinação e fiscalização móvel em toda a região", ponderou. O superintendente citou ainda que houve um reforço nas ações do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional [Vigiagro] e o aumento na fiscalização móvel.

"A Vigiagro é uma barreira instalada na BR-174, que fiscaliza os veículos para ver se tem algum produto de origem animal. Se tiver, os produtos são apreendidos, inutilizados e encaminhados para destinação [jogados em um incinerador]. O responsável assina um termo ou entrega o produto sem nenhuma reação", explicou.

Uma das estratégias mais recente e que ganha destaque nos trabalhos desenvolvidos em Roraima é a utilização do drone, responsável pelo monitoramento aéreo de toda a região de Pacaraima, município localizado a mais de 200 quilômetros da capital boa-vistense. Alves esclareceu que ele sobrevoa a cidade e flagra quem comete ilícitos.

"Esta atividade monitorada é a primeira do país, sendo realizada em conjunto por equipes do Exército Brasileiro, Aderr, Polícias Rodoviária Federal (PRF), Federal (PF), Civil e Militar. Todo mundo atua para coibir e mitigar qualquer risco de praga entrar no Brasil. O drone sobrevoa em dias da semana específicos para o monitoramento aéreo", declarou.

A última estratégia do plano de ação dos órgãos de fiscalização sanitária animal em Roraima é executada junto com o governo venezuelano. O superintendente do Mapa afirmou que o trabalho já se iniciou, todavia a fiscalização e vacinação do rebanho dentro do país vizinho só é possível continuar após a criação do Fundo Privado da Venezuela.

"Vieram técnicos de Brasília e junto com os nosso, entramos no território venezuelano. Foi pactuado um acordo internacional mútuo de cooperação técnica, onde o Brasil se prontificou a disponibilizar 21 milhões de doses de vacinas contra a Febre Aftosa para serem aplicadas no rebanho venezuelano. Até o momento, enviamos 2 milhões e 100 mil doses", assegurou.

Plácido Alves ressaltou que o restante das doses não foi possível ser enviado devido à falta do Fundo Privado da Venezuela. "Estamos aguardando o Governo venezuelano autorizar a criação desse fundo, depois o Brasil manda o restante. Essa vacina já chegou lá e foi feita uma vacinação em conjunto, onde 1093 animais no município de Gran Sabana foram imunizados".

Sobre a importância da criação do fundo, o superintendente comentou que ele dará segurança para que o Brasil tenha certeza que a ação será assistida pelo país vizinho, bem como que as doses da vacina vão chegar ao produtor venezuelano e todo o rebanho será vacinado. "O fundo dará confiabilidade ao serviço", informou.

O superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento completou que todo esse trabalho é para assegurar a sanidade do rebanho brasileiro e que o plano de ação já está sendo executado, a fim de manter o selo de Livre da Aftosa com vacinação.

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