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Familiares de policiais civis, militares e bombeiros ameaçam fechar de novo a BR

Na manhã de terça-feira (6), houve um protesto pacífico também solicitando um posicionamento sobre os salários atrasados

Créditos: GABRIELA MARCONDES
- Fabio Calilo

Para reivindicar os salários atrasados desde o mês de setembro, familiares de policiais civis, militares e bombeiros planejam fechar a BR-174 em Rorainópolis nesta sexta-feira (9), caso a governadora de Roraima não sinalize com uma posição favorável em relação ao pagamento dos servidores.

Segundo informações obtidas pelo Roraima em Tempo, os manifestantes vão bloquear a BR- 174 e devem fechá-la por 24 horas. Eles afirmam que não será permitida a passagem de veículos, exceto em casos de urgência.

Na manhã de terça-feira (6), houve um protesto pacífico também solicitando um posicionamento sobre os salários atrasados. A BR-174 permaneceu fechada por duas horas, com intervalo de dez minutos a cada manifestação. Para os envolvidos, se até sexta-feira eles não tiverem uma resposta positiva do governo, "a coisa irá ficar feia".

Para as famílias que dependem dos salários desses servidores públicos, a situação tem se complicado a cada dia. Há ordens de despejo, crianças doentes sem os pais terem condição de comprar remédios e dificuldade em adquirir alimentos. São três meses sem receber e sem poder pagar as contas que acumulam juros.

Uma moradora de Rorainópolis, mulher de um Policial Civil, que esteve presente na primeira manifestação, relatou que houve uma organização entre os familiares dos servidores que decidiram realizar um novo protesto.

"É um protesto pacífico e todas [esposas dos servidores] nós nos reunimos porque estamos sem dinheiro para pagar o aluguel, água, luz e temos filhos pequenos também. Aqui, mais de 60% têm filhos com menos de 10 anos de idade. Eu mesma tenho dois e estamos correndo o risco de ser despejados de casa, porque não pagamos o aluguel há três meses", detalhou.

A previsão é que o governo de Roraima pague nesta sexta-feira, mesmo dia do protesto, o restante dos civis e militares que não recebeu. O comunicado foi feito pelo secretário da Fazenda, Enoque Rosas, depois de a falta de pagamento gerar uma onda de protestos pelo Estado.

Outra mulher de policial disse que as pessoas não compreendem o que as famílias estão passando. Ela relatou que os filhos estão doentes e o hospital de Rorainópolis não tem medicamento para tratá-los.

"Tem muitos médicos sem trabalhar, porque não estão recebendo. Entramos em parceria uma com a outra, entre as mulheres, tanto quem é de civil, militar ou bombeiros, para que a governadora perceba que estamos aqui precisando dos salários dos nossos maridos. Nós somos quem fica em casa cuidando dos filhos e da alimentação", acrescentou.