Notícias Locais

Feijoada solidária é realizada para ajudar pagar tratamento de mulher com câncer

Rita Rocha, de 50 anos, já se submeteu a quatro procedimentos cirúrgicos para retirada de tumor na mandíbula

Créditos: Anderson Soares
Paciente está em hospital de Recife tratando o câncer - Arquivo pessoal

Sem condições para custear as despesas de um tratamento contra o câncer, a família de Rita Rocha, de 50 anos, promove uma feijoada solidária, no domingo (14), a partir das 11h, no Sindicato da Guarda Civil Municipal, localizado na Rua Safira, número 744, no bairro Cambará, zona Oeste de Boa Vista. O valor da feijoada é R$ 10.

Rita se encontra em um hospital em Recife se tratando de um câncer raro na mandíbula. A mulher iniciou o tratamento, porém o tumor está em um estágio avançado e é grande, o que impossibilita a realização de uma cirurgia por ter risco de morte, conforme a equipe médica.

"Infelizmente, o câncer é um tipo raro. Os médicos não conhecem bem e não sabem ao certo como tratar. Ela é meu pai estão em Recife aguardando o resultado de um exame detalhado que foi enviado para os Estados Unidos. Ele vai apontar o melhor tratamento a ser feito pelos médicos", disse a filha da paciente, Érica Rocha.

O dinheiro arrecadado com a feijoada será destinado exclusivamente para o tratamento de Rita. A feijoada começa a ser vendida a partir das 11h ao valor de R$ 10. Quem preferir pode comprar antecipadamente pelos números (95) 99125-1351 ou 99128-4928. A animação ficará por conta de duas bandas locais.

DIAGNÓSTICO

Érica contou que a mãe possui câncer na mandíbula desde a adolescência, quando ainda tinha 14 anos. No início, foi diagnosticado como benigno recidivo, ou seja, que poderia voltar após os tratamentos. Rita já se submeteu a pelo menos quatro procedimentos cirúrgicos para retirar o tumor.

No final de 2017, exames apontaram que a doença tinha voltado novamente, período que viajou para Recife para retirar. No entanto, até o momento não foi feito o procedimento cirúrgico e a doença continua avançando, o que preocupa os familiares e amigos que torcem pela recuperação.

"No ano passado, ela fez novos exames que apontaram o câncer como maligno. Minha mãe já teve câncer na tireoide, mas retirou. Porém, esse da mandíbula até hoje ela está na luta para tratar. Atualmente, ela toma remédio de seis em seis horas porque a dor está muito grande", frisou.

Érica relatou à reportagem que o osso da mandíbula de Rita está fraturado por conta do estado avançado do tumor. "Eu acredito que o próprio tumor é que está segurando a parte debaixo da boca dela. Os médicos estão estudando como fazer o melhor tratamento", concluiu.                       

SEE ALSO ...