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Gás de cozinha é reajustado nas refinarias em 8,5%, mas consumidor ainda não sente

Pesquisa de preços mostra que valor do botijão de 13 quilos no Centro da cidade é de R$ 82 e na Zona Oeste, R$ 80

Créditos: NEIDIANA OLIVEIRA
- Edinaldo Morais

O botijão de gás de 13 quilos teve um reajuste de 8,5% nas refinarias, conforme anunciou nesta semana a Petrobras. O preço médio sem tributos chegou a R$ 25,07. O valor para as distribuidoras estava congelado em R$ 23,10 desde julho.

Conforme a estatal, a alta acumulada em 2018 é de 2,8%, o que corresponde a R$ 0,69, desde janeiro quando passou a ter correções trimestrais. Em Roraima, o novo preço ainda não está em vigor.

Em janeiro e abril, os valores foram reduzidos, mas em julho foi elevado. A revisão do preço para consumo residencial representa um reajuste de aproximadamente R$ 1,97 por botijão, o que pode corresponder de 8,2% a 9%. O aumento ainda não pode ser sentido no valor final cobrado aos consumidores.

Conforme levantamento feito pelo Roraima em Tempo, nessa terça-feira (6), o valor do botijão de 13 quilos no Centro de Boa Vista é de R$ 82 e na Zona Oeste pode ser encontrado por até R$ 80. O de dois quilos custa R$ 25, o de cinco, R$ 45, oito quilos, R$ 62, 20 quilos, R$ 155, e o de 45, R$ 333. Estes são os preços comercializados no estabelecimento, pois há alteração pelo disque-gás (taxa de entrega).

O valor do botijão vendido para as distribuidoras não é o único determinante do preço final ao consumidor. Além de terem liberdade para praticar preços, as distribuidoras devem ainda incorporar o valor de impostos e outros custos.

"A nova correção ainda não foi repassada a nós, revendedores, portanto, ainda não estamos praticando. Mas, a partir do momento que nos comunicarem, passaremos a cobrar o novo valor. Isso demora de três a quatro dias", informou o representante de uma revendedora localizada na Zona Norte da cidade.

A referência para os preços, segundo a Petrobras, continua a ser a média dos valores do propano e butano comercializados no mercado europeu, acrescida da margem de 5%.

A população não está satisfeita com os acréscimos feitos pela estatal. "Tudo está aumentando, menos o salário, que é realmente o mínimo. Precisamos de políticas públicas que assegurem os direitos aos consumidores, pois a situação está cada dia pior com esta inflação e as nossas autoridades não têm feito nada. Teve acréscimo na tarifa de energia, agora no valor do gás. Estamos aguardando os próximos reajustes", comentou o eletricista Raimundo Silva.

GASOLINA

Ontem (6), a Petrobras reduziu o preço da gasolina nas refinarias em 6,35%. Esse foi o maior corte já feito pela estatal desde o anúncio de uma política de reajustes quase diários, em vigor desde 3 de julho do ano passado.

Com a alteração, o valor do combustível cairá para R$ 1,7293 por litro, o menor valor desde o R$ 1,7199 de 20 de abril, conforme informações do site da petroleira.

O preço médio do diesel teve uma redução de 10,1% neste mês e segue com o valor congelado até o fim de novembro, devido ao programa de subsídios lançado pelo governo em junho, após acordo para os caminhoneiros terminarem a greve de 11 dias ocorrida em maio contra o alto preço dos combustíveis.

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