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Governo não paga funerária e família faz vaquinha para enterrar parente

Serviço de sepultamento oferecido pelo Estado está suspenso; corpo vai ficar no IML até o enterro


Setrabes é a responsável pelo serviço oferecido a pessoas de baixa renda; governo não se pronunciou sobre o caso - Edinaldo Morais/ Roraima em Tempo

Raimundo Fernandes Nascimento, irmão de Francisco Carlos, que morreu de infarto aos 50 anos, não tem como pagar as despesas do funeral. Por esse motivo, ele procurou a Secretaria Estadual do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes), onde foi informado que o serviço está suspenso e que teria de esperar no mínimo dois dias para enterrar o parente.

O governo oferece sepultamento para as pessoas que não conseguem pagar as despesas das funerárias. A suspensão do serviço se deve ao fato de o Estado não pagar a empresa conveniada.

"Eu cheguei a Setrabes, esperei várias horas até eles me informarem que não tinha como fazer o enterro porque o convênio está suspenso por falta de pagamento, e que eu teria de esperar até quinta-feira. Estou numa situação precária. Meu irmão morreu e estou em uma correria. É difícil", lamentou.

Como não poderia esperar dois dias para enterrar o irmão, Raimundo Fernandes contou que a família juntou as economias para conseguir pagar o enterro.

A equipe de reportagem entrou em contato com a funerária conveniado ao Estado. A atendente informou por telefone que não poderia falar sobre o assunto e só o governo do Estado poderia se pronunciar, mas não negou que o serviço estivesse suspenso.

O governo foi procurado para saber o porquê do atraso e da suspensão, mas até a conclusão da matéria não houve resposta.

OUTROS CASOS

Durante todo o ano, o Jornal Roraima em Tempo vem noticiando que as empresas que prestam serviço ao governo do Estado estão parando de atender à demanda por falta de pagamento. Só consegue receber pelos atendimentos realizados quem entra com uma ação judicial e ganha a causa.

É assim com o transporte e a merenda escolares, com a Clínica Renal, entre outras empresas. No meio dessa incerteza, é a população que não sabe a quem recorrer.

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