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Suspeito de desviar R$ 50 mi do transporte escolar, José Walace será transferido ao CPC 'por motivos de segurança'

Juiz Helder Girão assinou o documento e disse que a mudança de local não prejudica medidas judiciais


José Walace é apontado como principal beneficiário do esquema de R$ 50 milhões

A Justiça Federal autorizou hoje a transferência do empresário José Walace Barbosa da Cadeia Pública Masculina para o Comando de Policiamento da Capital (CPC). O juiz Helder Girão assinou o documento e disse que a mudança de local não prejudica as medidas judiciais deferidas contra ele.

O benefício foi concedido no fim da manhã desta sexta-feira (8) "por motivos de segurança", conforme a Justiça. No Comando de Policiamento estiveram presos outros envolvidos na operação Zaragata, que desbaratou a quadrilha que teve participação de Barbosa, segundo a Polícia Federal (PF).

O Roraima em Tempo tenta contado com a defesa do empresário.

José Walace é esposo da deputada estadual Ione Pedroso. Ambos são investigados pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento num esquema que desviou R$ 50 milhões do transporte escolar de Roraima. Ele foi preso em São Paulo e trazido para Roraima no mês passado. José Walace é apontado pela PF como o maior beneficiário do esquema, juntamente com a esposa.

Antes de ser preso pelos agentes federais na região Sudeste do país, o empresário ficou um mês foragido. Ele e a esposa tiveram mandados de prisão cumpridos no dia 14 de dezembro, mesmo dia em que Ione Pedroso seria diplomada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR). A deputada conseguiu liminar que garantiu a posse na Casa Legislativa.

José Walace foi suplente da ex-senadora Ângela Portela, nas eleições de 2018. Há suspeita de que a lavagem de dinheiro tenha beneficiado candidatos durante o pleito, já que os contratos foram firmados no início da campanha eleitoral.

A empresa deles, Dimond Tours, manteve contrato superfaturado com o governo e cobrava pela mesma rota de transporte escolar duas vezes. Professores e gestores de unidades de ensino ajudavam na fraude.

 

 

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