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Ministro do Desenvolvimento Social chega a Roraima para visitar abrigos de imigrantes

Agenda de Alberto Beltrame inclui reunião na Prefeitura de Boa Vista, conforme informou assessoria


O ministro do Desenvolvimento Social (MDS) Alberto Beltrame está em Roraima para cumprir agenda relacionada às questões da imigração no Estado. Pela manhã, ele entrega veículos para Rede de Proteção Social Básica e Especial do Sistema Único de Assistência Social (Suas), em Boa Vista. O evento será às 10h, no estacionamento da prefeitura, conforme informou a assessoria de imprensa. A agenda segue nesta terça-feira (18).

À tarde, ele visita abrigos que acolhem imigrantes venezuelanos. Conforme explicou a assessoria da Operação Acolhida, o objetivo da visita é que o ministério possa viabilizar a melhor forma de otimizar o processo de interiorização. Também foi anunciada a visita de prefeitos de dez cidades do Rio Grande do Sul.

"Eles entenderão o dia a dia dos venezuelanos e acompanharão, inclusive, o
processo de interiorização, retornando na mesma aeronave que interiorizará
os imigrantes na terça-feira, às 8h", revelou.

Segundo ressaltou, a iniciativa do ministério busca sensibilizar os governantes de outros Estados brasileiros para que recebam imigrantes.

"Esperamos que colaborem na amenização dos efeitos dessa crise migratória em Roraima", acrescentou.

CRISE IMIGRATÓRIA

Segundo o Comitê Federal de Assistência Emergencial, pelo menos 300 venezuelanos passam pelas fronteiras de Roraima por dia.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que pelo menos 30,8 imigrantes venezuelanos vivem no país.

Ainda conforme o IBGE, cerca de 79 mil imigrantes venezuelanos são estimados em Roraima até 2022.

Entre 2015 e 2017, 20,5 mil venezuelanos migraram para Roraima, número que deverá aumentar em 185,4%, ao considerar a projeção de 58,5 mil entre 2018 e 2022.

"Na elaboração dos parâmetros e hipóteses para a migração internacional para a revisão 2018 da projeção da população, foram monitorados os fluxos migratórios de todas as nacionalidades, chegando-se à conclusão de que as entradas e saídas no território nacional se compensavam com saldo migratório próximo de zero. A única exceção foram os fluxos oriundos da Venezuela, em função do impacto local em Roraima", explicou.

O fluxo imigratório se iniciou em meados de 2015, quando começou uma crise econômica e social na Venezuela. Colômbia, Peru e Argentina também são destinos dos imigrantes.

REPATRIAÇÃO

Lançado pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o programa "Vuelta a la Patria", que em tradução livre significa "Volta à Pátria", tem o intuito de repatriar os venezuelanos que vivem em outros países.

Conforme divulgou na conta oficial do Twitter, mais de dez mil venezuelanos voltaram ao país por meio do programa.

Desde a criação, do total repatriado, 6,6 mil são do Brasil, 1,1 mil do Peru, 919 do Equador, 325 da Colômbia, 186 da Argentina, 171 da República Dominicana, 91 do Chile e apenas um do Panamá. A grande maioria das voltas (73%) foi por avião.

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