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Oficiais oferecem propina a famílias de pessoas falecidas para que culpem Guaidó por apagão

Informação foi repassada pela ONG Codevida, que afirma ter morrido 20 pessoas durante a falta de luz


Primeira morte registrada foi de uma criança neste hospital

O diretor da Organização Não Governamental Codevida, Francisco Valencia, denunciou na noite dessa quarta-feira (14) que oficiais do governo de Nicolás Maduro estão oferecendo propina às famílias de pessoas falecidas, para que culpem o autoproclamado presidente do país, Juan Guaidó, pelo apagão que dura uma semana.

"Denunciamos que existe perseguição às pessoas e às vítimas por parte do governo, oferecendo que gravem um relato para culpar o presidente interino Juan Guaidó pela falha elétrica no país. Isso é crime, pois brinca com os sentimentos dos familiares, cujo os parentes acabam de morrer", disse Valencia.

A Organização, no entanto, não detalhou quanto os representantes do governo venezuelano estariam dispostos a pagar pelos depoimentos das famílias das vítimas. Segundo o diretor, pessoas doentes também estão sendo procuradas pelas autoridades.

O representante da ONG afirmou que 20 pacientes morreram na Venezuela por causa da falta de energia. "Morreram pela emergência nacional que ainda persiste", complementou. "As pessoas com insuficiência renal estão tendo de esperar cinco dias para poder fazer hemodiálise", acrescentou.

Codevida informou ainda que no início da semana, nove pessoas morreram em Zulia, cinco em Caracas, duas em Trujillo, duas em Lara, uma em Yaracuy, e outra em Apure.

APAGÃO

O primeiro apagão foi registrado no dia 7 de março. De lá para cá a situação se agravou, e houve onda de assaltos a pelo menos 500 comércios de alguns estados da Venezuela. Os que permanecem abertos concentram um numeroso público.

Por conta da falha no Linhão de Guri, Roraima teve de acionar as cinco termelétricas para atender a demanda local. Não há previsão de a linha operar normalmente entre os dois países. Roraima é o único estado do Brasil que não faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN) e depende da energia venezuelana há quase 20 anos. 

Nesta semana, pessoas brigavam por comida e água no país vizinho e algumas recorreram a um rio contaminado para conseguir água. Em determinadas zonas do país, a comida está sendo cobrada em dólares, denunciou a imprensa venezuelana. 

 

 

 

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