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Pelo menos cinco presos morreram este ano na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo

Dados mostram que Estado não tem conseguido proteger integridade física dos presos da Pamc


Frequentemente, são registradas mortes na Pamc; a mais recente ocorreu no fim de semana - Edinaldo Morais/ Roraima em Tempo

Mais uma morte foi registrada no último fim de semana na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), maior unidade prisional de Roraima. Irenilson Oliveira de Souza foi encontrado morto na Ala 12, com uma corda em volta do pescoço, indício de que teria cometido suicídio.

No entanto, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) informou que as causas da morte estão sendo investigadas. O caso ocorreu na noite de domingo (14), por volta das 18h30, quando agentes penitenciários viram o detento dentro da cela pendurado em uma corda, já sem vida.

Conforme levantamento, pelo menos cinco presos foram mortos este ano na Penitenciária Agrícola. A unidade tem excesso de detentos, sendo ocupada por mais que o dobro da capacidade de presos cumprindo pena, problema que dificulta manter a integridade física deles.

Em abril desde ano, Felipe France Fidelis Lemes, de 33 anos, morreu na Pamc em decorrência de uma asfixia. Ele chegou a ser levado para o Pronto-Socorro Francisco Elesbão por agentes penitenciários, mas não resistiu e morreu antes de dar entrada na unidade de saúde.

Em julho, Felipe Pereira de Oliveira, de 20 anos, apelidado de "Imaginação", também foi encontrado morto nas dependências da Pamc. O corpo da vítima tinha sinais de agressão em volta do pescoço que aparenta ter sido causada por corda.

Além dos sinais de enforcamento, não havia marcas de violência em outras partes do corpo. Conforme foi apurado, nenhum preso assumiu a autoria do crime. A Sejuc iniciou uma investigação para apurar a causa da morte e os autores do homicídio.

Ainda neste ano, Edson da Silva e Silva, chamado de "Crachá", de 28 anos, foi encontrado morto na unidade prisional. Segundo informações, ele tinha tuberculose, passou mal em decorrência da doença e precisou de atendimento médico, mas morreu logo em seguida.

Outra morte registrada foi a do detento Judson Cunha Evangelista, de 26 anos. Na época, as causas não foram divulgadas pela Sejuc, e a única informação era de que o caso seria investigado.

OUTRAS MORTES

Mais de 30 presos foram brutalmente assinados em um massacre ocorrido na madrugada de 6 de janeiro de 2017. Os dados mostram que a unidade prisional é onde mais mortes foram registradas em presídios de Roraima. Mesmo com policiamento na localidade, as mortes têm sido inevitáveis.

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