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Penitenciária Agrícola passará por reforma avaliada em R$ 10 milhões, afirma Depen

Pelo menos R$ 53 milhões serão liberados do Fundo Penitenciário Nacional para reformas, construção de novos presídios e compra de equipamento


Diretor do Depen anunciou recursos na manhã desta segunda-feira - Reprodução/TV Imperial

Pelo menos R$ 10 milhões serão aplicados na reforma da Penitenciária Agrícola de Monte de Cristo em Roraima (Pamc), maior presídio de Roraima, que atualmente acomoda 1,2 mil detentos. O anúncio foi feito durante coletiva, nesta manhã, concedida pelo diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Tácio Muzzi.

Ao todo, serão liberados aproximadamente R$ 53 milhões de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Fupen) para reformas nas unidades, construção de novos presídios e compra de equipamentos, conforme informou o diretor.

Ele pontuou que a penitenciária é considerada o maior problema do Sistema Prisional do estado. "Nossa proposta é que retorne as atividades normais, como a questão de saúde e alimentação. Se por um lado vamos promover a responsabilização, por outro vamos garantir os direitos fundamentais das pessoas custodiadas", assegurou.

OPERAÇÃO ÉLPIS

Além da ação dentro da unidade prisional, um bloqueio foi formado na entrada do presídio, com o intuito de fazer a revista em todos os carros que adentrarem o local e promover um controle de entrada e saída. A medida faz parte da Operação Élpis.

Pelo menos 250 homens da Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Federal (PF) e a Superintendência Municipal de Trânsito de Boa Vista (SMtran) atuam na operação, que teve início por volta das 03h40 desta segunda.

"A revista está sendo realizada somente como forma de controlar a entrada e saída da unidade, servindo como apoio para os trabalhos efetivados dentro. Esta é uma operação conjunta e por isso reúne todas as forças de segurança do estado", informou um agente.  

Conforme disse um dos agentes da Força Nacional à reportagem, as ações consistem, até o momento, em reorganizar o trabalho no presídio. Detentos são trocados de celas e após as mudanças, serão feitas revistas na unidade. Não há previsão para terminar a operação.

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