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Piscina com água parada e suja representa risco a venezuelanos, denuncia moradora

Local está há vários meses com água parada e serve como criadouro de mosquitos transmissor de doenças

Créditos: Anderson Soares
Piscina está cheia de lixo e água parada; ela fica no bairro Jóquei Clube - Anderson Soares/Roraima em Tempo

Cerca de 250 venezuelanos que vivem em condições precárias em um prédio público do governo de Roraima, localizado no bairro Jóquei Clube, zona Oeste de Boa Vista, correm risco de contrair doenças, segundo informou uma moradora do bairro, que preferiu não se identificar.

O espaço público se trata de um clube desativado que possui uma piscina com água parada e suja há meses e serve como criadouro do mosquito da dengue, zika e chikungunya, conforme a denúncia.

A moradora explicou que o local funcionava como clube do servidor, com quadra de esporte e outras estruturas. Sem ter para onde ir, os imigrantes passaram a morar na estrutura.

Além de adultos, também vivem bebês de colo e crianças. A maior parte dos imigrantes é indígena da etnia Warao. Eles relataram que sabem do perigo que representa a piscina nas condições que se encontra e que já conversaram com o governo do Estado para que a limpeza seja providenciada, mas até o momento ainda não foi feita.

"A estrutura não tem energia elétrica porque dizem que está fechada para reforma, mas já faz mais de quatro anos isso e até agora não concluíram. Eu vi a situação das pessoas naquele lugar e ninguém faz nada para melhorar. Não tenho uma reclamação sobre eles ocuparem o lugar até porque estava abandonado há bastante tempo e pelo menos agora tem utilidade", comentou a moradora.

Ela acrescentou que o problema da piscina com água parada e suja é antigo. "Desde quando eu me mudei para o bairro a piscina estava cheia de água podre. E eles [venezuelanos] estão vivendo lá nesse lugar. Com crianças e pessoas idosas. Se algo acontecer, Deus os livre, é capaz da pessoa nem morrer afogada e sim doente com alguma infecção", criticou.

Conforme os indígenas, ainda não houve registro de pessoas doentes em decorrência de mosquitos, no entanto, eles temem que isso possa acontecer se providências não forem tomadas pelo Poder Público.

A reportagem entrou em contato com o governo de Roraima, mas até o fechamento desta edição, nenhuma resposta fora enviada à redação.

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