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Preso pela PF por desvio de recursos, Ronan Marinho continua secretário-chefe da Casa Militar

Diário do dia 30 de novembro, o mais recente publicado pelo governo, não traz exoneração do acusado


Ronan Marinho em coletiva da Sejuc, quando então secretário da Pasta - Edinaldo Morais

No fim da tarde de ontem (5), o governo de Roraima publicou o Diário Oficial do Estado de 30 de novembro, um dia depois da Operação Escuridão, que prendeu o ex-secretário de Justiça e Cidadania (Sejuc) Ronan Marinho. Mesmo preso, ele continua nomeado como chefe da Casa Militar, conforme a publicação.

O Diário Oficial demorou seis dias para ser publicado e traz Ronan como secretário-chefe, cujo salário pela função é de R$ 23 mil. Ele assumiu o cargo em março de 2018, depois de ser afastado da Sejuc por determinação judicial.

Dia 30 de novembro é a data do mais recente DOE, que deveria ser publicado diariamente pelo governo de Roraima. Não há publicações em nome da Casa Militar, como normalmente ocorre.

OPERAÇÃO

Ronan Marinho foi preso durante a Operação Escuridão, da Polícia Federal, no dia 29 de novembro. Ele é acusado de participar de um esquema de desvio de recursos públicos no valor de R$ 70 milhões do Sistema Prisional de Roraima.

Vídeo divulgado pela PF mostra Marinho saindo de agência bancária com malas de dinheiro, usado, posteriormente, para pagar propina aos envolvidos no esquema.

A organização foi em torno da empresa Qualigourmet, responsável por fornecimento de comida ao Sistema Prisional de Roraima. Além dele, outros dez foram presos pelos agentes federais, sendo um deles Guilhere Campos, filha da atual governadora, Suely Campos.

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