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Pugilista roraimense supera lesão, vence adversária e está na final dos Jogos Abertos de São Paulo

Mila Franco tem 20 anos e disputa amanhã o bicampeonato contra Joyce Caroline de Souza, do interior de São Paulo

Créditos: Edumar Junior
Atleta vai lutar pelo bicampeonato - Arquivo Pessoal

A atleta Hemilainy Franco, ou Mila Franco como é conhecida, venceu a adversária Nadine da Silva, nesta sexta-feira (16), e se classificou para disputar a final dos Jogos Abertos de São Paulo de boxe. A pugilista roraimense é a atual campeã e luta pelo bicampeonato do peso 'mosca' até 48kg. A final será contra a atleta da cidade de Marília, interior de São Paulo, Joyce Caroline de Souza.

Mas a principal batalha da vida Mila já venceu: a de voltar a lutar após uma contusão séria na mão direita. Mila rompeu ligamento do nervo ulnar em um acidente doméstico e passou por cirurgia. A volta ao boxe, no entanto, chegou a ser dúvida.

Na competição deste ano, Mila se classificou direto para as semifinais por ser a atual campeã. Hoje venceu por decisão unânime dos juízes e está na final. A roraimense volta de São Paulo no mínimo com a medalha de prata na bagagem.

O resultado foi tão bom que Mila foi convidada para outra competição no dia 24, e só retorna a Boa Vista no dia 25 de novembro. Para o treinador da atleta, Bráulio Gomes da Costa, a maior conquista foi ver a atleta subir ao ringue novamente.

"O que importa é o retorno aos ringues, pois ela sofreu uma grave lesão na mão onde teve rompimento de tendão, foi operada e pela situação delicada, a volta dela às competições estava muito na dúvida. A atleta correu o risco de encerrar a carreira", afirmou.

A RECUPERAÇÃO

Um mês após a cirurgia, Mila passou por fisioterapia para inibição da dor, liberação miofascial na cicatriz, ganho de amplitude de movimento. De acordo com o treinador, o tratamento foi essencial para a atleta voltar a competir.

"Com os alongamentos ativos e passivos, assim como a mobilização intra-articular foram essenciais para que a mesma tivesse confiança em realizar melhores movimentos e, posteriormente, o tratamento fisioterapêutico fosse aumentando aos poucos", complementou.

Quando não podia socar em sacos ou aparelhos que causasse impacto na mão afetada, Mila utilizava o 'macarrão de piscina' para não causar impactos mais fortes na contusão. Esse treinamento auxiliou na coordenação, reflexo e noção de distância do boxeador.

Bráulio afirmou que o pior já passou e que a atleta voltou a competir normalmente em alto nível.

"Ela já está bem. Voltando a lutar e bem, o físico está em forma, não sentiu cansado na luta apenas o nervosismo e ansiedade de voltar em competição de alto nível depois dessa barra que passou", comemorou.

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