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Repórter de TV é revistado e constrangido por subtenente da PM no Palácio do Governo

Gallindo, no momento, se mostrou prestativo para reparar o constrangimento causado à equipe da emissora. Mas ficou claro, diante das observações feitas pelo jornalista, que houve uma intimidação, uma vez que o secretário

Créditos: Anderson Soares

O repórter Alexandre Hisayasu, que trabalha em uma emissora de TV, foi constrangido pelo subtenente da PM, identificado apenas como Freitas, quando aguardava em uma sala para entrevistar uma autoridade do governo do Estado. O caso ocorreu na tarde de quinta-feira (6), no Palácio Senador Hélio Campos.

Segundo foi apurado pela reportagem do Roraima em Tempo, antes do início da entrevista o jornalista estava com profissionais de outros veículos de comunicação, quando foi "convidado" a sair do recinto pela autoridade policial por haver a suspeita de que alguém na sala estaria armado.

Sem hesitar, o repórter obedeceu. Já em outro ambiente, ele passou por uma revista minuciosa e logo em seguida teve de informar o nome completo e número de telefone. O procedimento teria sido feito na presença do coronel responsável pela segurança do Palácio, que acompanhou tudo.

Conforme relato, o secretário-adjunto da Casa Civil, Ivo Gallindo, foi comunicado sobre o ocorrido e, após o jornalista fazer o trabalho dele no local, o acompanhou até o subtenente. Durante conversa, o militar esclareceu ter havido um "mal-entendido".

Após os esclarecimentos, o papel em que estavam escritos os dados pessoais do repórter foi rasgado, o que ocorreu cerca de 40 minutos depois de o profissional de comunicação fazer o trabalho dele no local.

SUSPEITA

A informação é de que a situação foi proposital, uma vez que o repórter trabalha em outro estado e está em Roraima para fazer uma reportagem especial mostrando problemas do governo.

Procurado pela reportagem do Roraima em Tempo, o governo do Estado não se manifestou até o fechamento da matéria. Já a emissora de TV em que o jornalista trabalha informou que não iria se posicionar sobre o caso.

CONTRADIÇÕES

Após entrevista com Marcelo Lopes e Enoque Rosas, Ivo foi Gallindo foi abordado e questionado sobre a revista.

Ele alegou que não sabia do ocorrido. Entretanto, chegou a perguntar para o jornalista Alexandre Hisayasu se realmente ele estava armado. Mas foi rebatido. Para amenizar a situação, ele levou a equipe ao subtenente, que negou qualquer impedimento ao trabalho do profissional.

Gallindo, no momento, se mostrou prestativo para reparar o constrangimento causado à equipe da emissora. Mas ficou claro, diante das observações feitas pelo jornalista, que houve uma intimidação, uma vez que o secretário-adjunto foi visto por um repórter filmando a condução de Alexandre Hisayasu à sala da Casa Militar, a qual, até hoje, está subordinada a Ronan Marinho, preso na Operação Escuridão.

 

 

 

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