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RR fecha 246 vagas de emprego em fevereiro e acumula queda de 1% nas contratações, revela Caged

Conforme economista, explicação tem origem na própria estruturação setorial no Estado


De acordo com o Caged, Roraima teve um decréscimo de 246 vagas de empregos formais

Embora o ano tenha sido favorável na recuperação de empregos em todo o país, para Roraima os dados se mostraram preocupantes. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Caged) divulgados nesta semana, foram fechados 246 postos formais de empregos no Estado durante o mês de fevereiro. No ano, já foram quase 500 vagas extintas.

Conforme o economista da Universidade Federal de Roraima (UFRR) Haroldo Amoras a explicação tem origem na própria estruturação setorial das atividades econômicas que influenciam no Produto Interno Bruto (PIB).

"O Setor Público representa diretamente quase 50% do PIB e influencia direta e indiretamente uns 30%. Logo, se a economia do setor público tiver problemas, o restante da economia sofrerá as consequências, pois ela se estrutura centralmente no Setor Serviços, 87% em 2017, como mostram os dados do Caged", explicou.

Os números do Caged revelam que em 2019 a retração nas contratações está em quase 1%. O setor que mais demitiu no mês passado foi Construção Civil, com mais de 200 postos extinguidos. Comércio também obteve decréscimo de -62 vagas.

Ainda segundo o especialista, a crise financeira no Estado teve influências na queda dessas admissões. Ele comentou que a transição é um momento de grande expectativa dos agentes econômicos, tanto para trabalhadores, quanto para empresários.

"Demissões no setor público nas esferas estadual, municipal e federal, a transição no governo, a expectativa prudencial dos empresários em relação às novas políticas e novos governantes, são pontos que interferem nestes dados. Isso gera incertezas e afeta o mercado", ponderou.

Para Amoras, a expectativa é que a recuperação em nível regional possa demorar devido à falta de vagas, por exemplo, para concursos. A previsão é que as tendências ficarão bem visíveis a partir do próximo mês.

"Agricultura e indústria ajudam bastante. Mas se a Economia do Setor Público for mal ao seu desempenho, a economia também irá mal, e isso inclui o emprego. O parlamento reabriu, e o Executivo define melhor as ações. Consequentemente a Economia e o Governo é que determinarão se haverá melhorias", finalizou.

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