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Senador cobra solução para constantes quedas de energia elétrica em Roraima

Documento pedindo providências foi entregue por Romero Jucá aos representes da Eletrobras e Eletronorte


Documento pedindo providências foi entregue durante reunião nas dependências da Eletrobras - Edinaldo Morais/Roraima em Tempo

O senador Romero Jucá (MDB) entregou ao presidente da Eletrobras Distribuidora Roraima e ao responsável da Eletronorte um ofício pedindo solução urgente para as constantes quedas de energia elétrica, que estão acontecendo frequentemente no estado nos últimos meses.

A iniciativa do parlamentar ocorreu após ele pedir um levantamento dos dias e horários que faltam energia elétrica, e constatar que o desabastecimento tem ocorrido em horários específicos. Dado que causou estranheza ao senador.

No documento entregue, determina que seja aberto um procedimento investigativo para identificar os fatos que tem culminado na falta de energia e, se for o caso, responsabilizar os culpados pelo crime cometido.

O ofício ainda pontua que a empresa responsável pelo fornecimento de energias tome providências urgentes para resolver tecnicamente as ações da Venezuela que derrubam sistematicamente e diariamente a energia em Roraima. Desta forma, livrando a população do estado dos desligamentos.

"Nós encontramos uma situação recorrente de falta de energia exatamente quando começou o período eleitoral. O fornecimento de energia tinha falhas pontuais, sabíamos que a Venezuela tinha dificuldades, mas depois que começou o período eleitoral, no mês de julho, estranhamente, começamos a ter quedas diárias de energia", pontuou o senador.

Jucá disse ainda, com base em levantamento, que há um padrão da falta de energia permanente, como se estivesse hora marcada para acontecer. Os dados técnicos mostraram que o problema tem ocorrido entre 10 e 15h. Do mês de julho a 16 de setembro foram contabilizados 45 desligamentos, todos praticamente no mesmo intervalo de tempo.

"A sobrecarga de energia é à noite, e estamos tendo desligamento no período que o consumo é baixo. O prejuízo dessa situação é principalmente porque ocorre no horário que as pessoas estão trabalhando, quando as indústrias estão na atividade e que a população está almoçando. Eu considero isso e estou pedindo investigação porque entendo que precisa ser verificado se é um ato deliberado de cortar energia para atender algum tipo de fim que precisa ser explicado", enfatizou.

O mdebista declarou ser adversário da Venezuela, que pediu o fechamento da fronteira e que não concordou com o governo de Nicolás Maduro. Ressaltou que seus adversários políticos em Roraima são ligados ao presidente do país vizinho e ao partido dos trabalhadores (PT) e que isso é um ponto que considera importante de ser analisado pelo Eletronorte, Eletrobras e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

"Outro ponto que estou pedindo é que a Eletrobras e Eletronorte assumam a geração de energia para evitar esses problemas técnicos. Todo dia a Venezuela diz que vai resolver, não resolve e a situação vem ficando pior. Para evitar esse tipo de interferência da Venezuela na economia local, no desenvolvimento do estado, na vida das pessoas, na queima de equipamentos estou solicitando que o governo brasileiro assuma essa condição técnica."

O presidente da Eletrobras Distribuidora Roraima Anselmo Santana disse que a demanda será encaminhando a presidência no Rio de Janeiro. No entanto, frisou que tem autonomia suficiente para decidir o assunto. Se for o caso, as termelétricas podem ser acionadas e tem plenas condições de atender a demanda.

"Identificado à instabilidade frequente, nós vamos tomar providências semelhante que tomamos quanto a Jatapu. Já foram feitos os testes com as termelétricas no mês de março até por uma interrupção de cerca de 20 horas, e nós conseguimos tocar o sistema sem grandes problemas", garantiu.       

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